Fechando o ciclo das postagens anteriores em que falei sobre intenção na dança, presença de palco e coisas do tipo, resolvi colocar um vídeo que para mim é um exemplo conciso dessas questões. O vídeo é da Samantha Emanuel (antes de casar o sobrenome dela era Hasthorpe), a única integrante britânica do Bellydance Superstars. Sua jornada no tribal começou em 2005 quando, sem nenhuma experiência prévia em dança, foi encorajada por Rachel Brice a ir para os EUA estudar o estilo. Morou lá durante três anos e em 2007 tornou-se a primeira integrante britânica do Bellydance Superstars. Suas inspirações vão desde fotos antigas da Era Vitoriana a personagens de quadrinhos modernos; seu estilo é elegante e clássico, com forte presença e postura. Lembro-me de vê-la dançar pela primeira vez no Tribal Fest 2006, sem imaginar que seria a estrela que é hoje na dança. Naquela época já era uma boa bailarina, mas seu estilo ainda era bem carregado de referências da Rachel, e não chegava a se destacar na multidão. Agora, em 2010, considero-a um exemplo de presença de palco, personalidade e expressão no tribal fusion. A maioria de suas apresentações são cheias de feeling, suas escolhas musicais obviamente refletem seu gosto e estilo próprios e nem por um minuto parece que ela não está se divertindo enquanto dança. Sua dança evoluiu uns dez anos em quatro. Esse vídeo é dos mais recentes e definitivamente reflete seu melhor.
Informações tiradas do site http://www.vagabondprincess.com/
Para assistir grandão no youtube é só clicar duas vezes no vídeo!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Shabby Blogs
Depois de mudar o layout do blog três vezes em menos de dois meses, me sinto na obrigação de divulgar esse site, ou melhor, esse blog. O nome é Shabby Blogs e ele oferece layouts gratuitos para blogs, um mais fofo que o outro! Fica realmente difícil escolher! Meu conselho é, se escolher um não entre mais no site, senão vai querer trocar. Pessoa super indecisa como eu não pode com essas coisas não! Mas agora acho que sosseguei com esse:) Enfim, aí vai o link! Enjoy!!!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
É, é bem legal... Mas o que quer dizer mesmo?
Ultimamente tenho pensado bastante sobre questões como presença de palco, intenção na dança e assuntos desse tipo. Conseqüentemente (é, eu gosto de trema e vou continuar usando enquanto puder!) tenho sentido que um dos aspectos mais bacanas do tribal fusion tem se tornado justamente o que o faz ser mal interpretado e até mal visto em alguns casos.
O fato é que em comparação a outros gêneros de dança, temos uma grande liberdade em relação à escolha de músicas, trajes e repertório de movimentos. E sinto que isso tem virado sinônimo, em muitos casos, de ausência de significado. Para performances, são escolhidas as músicas mais improváveis e figurinos mais doidos ainda. Mas... O que quer dizer aquilo mesmo? Se é conceitual, qual o conceito por trás? Muitas vezes não fica claro para o público, e o que realmente me questiono é: Será que existe algum conceito ou intenção por trás daquilo? Ou é tudo só uma colcha de retalhos feita sob medida para impressionar e demonstrar da melhor maneira possível as habilidades (ou falta de, em alguns casos) da performer?
Se dança é arte, antes de qualquer técnica, a dança tem que ter verdade. Tem que ter coração. Escolher uma música só porque os outros usam ou um traje só porque é igual ao de alguma famosa, não é verdadeiro. Essas escolhas realmente refletem uma faceta da dançarina ou só foram feitas porque ela acredita que é assim que fica bacana para os outros?
Agora, porque não aproveitar essa liberdade para incluir um pouquinho de si na dança, nas escolhas musicais e de movimentos e nos trajes? Tenha em mente o que quer expressar. Não deixe que o anseio por fazer rápido e bem feito te transforme em um prato raso de significado. Permeie suas escolhas com o que faz sentido para você, mesmo que esse sentido não seja claro ou literal para os outros. Faça com que suas escolhas sejam pessoais. Uma das maiores inspirações que tenho nessa dança, uma vez me disse: “Não importa se você usa ou faz o que todo mundo está usando ou fazendo, contanto que aquilo faça sentido para você”. Talvez seja justamente isso que falta!
O fato é que em comparação a outros gêneros de dança, temos uma grande liberdade em relação à escolha de músicas, trajes e repertório de movimentos. E sinto que isso tem virado sinônimo, em muitos casos, de ausência de significado. Para performances, são escolhidas as músicas mais improváveis e figurinos mais doidos ainda. Mas... O que quer dizer aquilo mesmo? Se é conceitual, qual o conceito por trás? Muitas vezes não fica claro para o público, e o que realmente me questiono é: Será que existe algum conceito ou intenção por trás daquilo? Ou é tudo só uma colcha de retalhos feita sob medida para impressionar e demonstrar da melhor maneira possível as habilidades (ou falta de, em alguns casos) da performer?
Se dança é arte, antes de qualquer técnica, a dança tem que ter verdade. Tem que ter coração. Escolher uma música só porque os outros usam ou um traje só porque é igual ao de alguma famosa, não é verdadeiro. Essas escolhas realmente refletem uma faceta da dançarina ou só foram feitas porque ela acredita que é assim que fica bacana para os outros?
Agora, porque não aproveitar essa liberdade para incluir um pouquinho de si na dança, nas escolhas musicais e de movimentos e nos trajes? Tenha em mente o que quer expressar. Não deixe que o anseio por fazer rápido e bem feito te transforme em um prato raso de significado. Permeie suas escolhas com o que faz sentido para você, mesmo que esse sentido não seja claro ou literal para os outros. Faça com que suas escolhas sejam pessoais. Uma das maiores inspirações que tenho nessa dança, uma vez me disse: “Não importa se você usa ou faz o que todo mundo está usando ou fazendo, contanto que aquilo faça sentido para você”. Talvez seja justamente isso que falta!
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