quarta-feira, 6 de maio de 2015

Títulos, certificados e afins



Nessa semana decidi falar sobre um assunto que está na boca do povo: certificações, títulos, enfim, material pra moldura!

Com a passagem "furacônica" de Carolena Nericcio pelo Brasil, volta a ficar na mente esse assunto polêmico: qual o real valor de um certificado e até que ponto ele é indício de qualidade profissional?

O certificado pode representar muitas coisas, ele pode ser começo ou fechamento de ciclo. Para muitas bailarinas que já praticam há muitos anos, e finalmente conseguem um certificado que comprova que sim, ela pagou e fez todas aquelas horas de aula, ganha um ar de fechamento. Mas nunca de fim.

No caso do ATS®, para mim o certificado sempre representa o início de uma nova fase. Com o certificado de professora, ou mais ainda, com o título de SisterStudio®, vem também uma grande responsabilidade. Lembra da frase do Homem-Aranha, "com grande poder vem grande responsabilidade"? Pois é! A partir do momento que se tem o certificado em mãos, tem a comprovação de que foi aceita para ser professora de ATS®, do jeitinho que ele é, honrando a história, a técnica, a filosofia, a estética e as regras do estilo. Se for SisterStudio®, a responsabilidade aumenta mais ainda, pois está tomando para si parte da responsabilidade de propagar o ATS® na sua região - e outras - levando consigo a semente do estilo, para plantar em novos terrenos...

Por isso, a certificação nunca pode ser o fim. É o começo de uma nova fase de estudos, mais intensa ainda, para fazer valer o título - para que se tenha segurança e se faça jus à responsabilidade que lhe é incumbida automaticamente junto com o certificado. Acho importante essa visão de que é um marco numa jornada, numa carreira, mas nunca o destino final. Vai da consciência de cada profissional - e cada aluna ao escolher sua professora - saber quando realmente está preparada para carregar essa responsabilidade com segurança. E respeitar o que está por vir respeitando o que veio antes... Fazemos parte de uma nova história que está sendo criada mundialmente nesse exato momento, e vai de cada um contribuir para ela com beleza e respeito! E parabéns a todas as novas Sisters!!! :-)

Até quarta que vem! ;-)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Dicas para o dia da sua apresentação tribal


Com tanto agito nesse mês de abril acabei deixando o blog meio de lado, mas agora toda quarta-feira é dia de postagem nova! Hoje resolvi falar sobre uma coisa fundamental na vida de qualquer aluna ou profissional: os preparativos para o dia da performance!

De tanto quebrar a cara e me estressar acabei aprendendo a me preparar para o dia da performance com antecedência, e pensei que essas dicas talvez possam ajudar quem está começando a se apresentar!

Por ser muito rico em detalhes, o traje de tribal dá duas vezes mais trabalho para elaborar e também para se arrumar na hora de dançar. Por isso, pense em todo o seu traje, incluindo maquiagem e acessórios, com antecedência. Mesmo se for uma roupa que você já usou antes, vista ela toda de novo, com acessórios, e veja se precisa de alguma manutenção, algum ajuste, se ainda te veste bem ou precisa de mais algum detalhe.... E não deixe de dançar a música algumas vezes com a roupa para verificar se ela não te atrapalha na hora de fazer algum movimento. Saia que enrosca na perna, calça que prende no dedo, pulseira que engancha... Pode acreditar, já passei por todos esses e mais um pouco! hehehe Não custa nada experimentar tudo antes e dançar sua música para ver se está tudo certo. Afinal, como que você vai experimentar a roupa só na hora de dançar? Pelo tanto de coisa que usamos, o peso do headpiece influencia os movimentos e toda a sua postura, o peso dos braceletes também afeta a movimentação dos braços, muitas vezes, no caso do ATS principalmente, o cinto e as saias são super pesadas e a gente tem que fazer os movimentos com mais vigor para eles aparecerem igual.

No dia da apresentação já é natural ficar com aquela ansiedade, deixar para separar a roupa e experimentar algumas horas antes só piora a situação! Deixe para a hora só montar e se maquiar mesmo. Separe em saquinhos, ou caixinhas, todos os itens de figurino que vai precisar no dia. Assim, na hora de se vestir, você não vai ter que passar 20 minutos procurando o par de brincos que quer usar. Comece a se arrumar com umas 2 horas de antecedência, dependendo de quão elaborada é a sua cabeça e maquiagem, para se arrumar com calma e ter tempo de remediar algum imprevisto de última hora (tipo borrar o olho todo na maquiagem, alguma coisa se soltar na roupa... acredite, acontece de tudo quando estamos com pressa!)

Lembre de levar uma garrafa de água caso não tenha água no camarim. É difícil, mas acontece, e é muito ruim entrar pra dançar com a boca seca!

Se possível, treine um pouco e faça alguns alongamentos em casa no dia que for dançar. Mesmo que a apresentação seja de noite, o corpo e a sua performance vão agradecer a preparação prévia. Antes de entrar no palco, sempre se alongue! Às vezes a adrenalina faz você se sentir que já está aquecido, mas tem que alongar do mesmo jeito!

Separe sua música e leve num ipod ou cd caso dê algum pepino com a sua música na hora. Melhor prevenir do que remediar!

Saia de casa cedo caso não saiba ao certo quanto tempo vai levar para chegar lá. Todo stress que puder evitar vai se refletir no seu estado de espírito ao entrar no palco. Chegar correndo, colocar a roupa com pressa e se jogar pro palco sem se preparar é garantia de frustração!

Se preparar com antecedência é a melhor forma de garantir que no momento de dançar sua mente esteja aonde você quer: na calma da dança, pronta pra entrar em cena e se divertir!

Até quarta que vem! ;-)

*Na foto, eu e Nanda Najla por Reinaldo Nunes nos bastidores do show Sonhos Lúcidos em 2011


quarta-feira, 25 de março de 2015

Estilo Pessoal

Muito se fala sobre ter personalidade na dança, no Tribal Fusion especialmente... Mas do que consiste exatamente essa "personalidade"? Não basta fazer os passos?

Vamos olhar com um pouco mais de atenção para os fatores determinantes na "criação" de um estilo próprio. Alguns deles estão sobre seu controle, como por exemplo o quanto de fusão você quer colocar na dança, quais elementos ou danças quer misturar, o tipo de música que vai usar, o figurino que vai usar, a linha estética que vai seguir... Essas são todas opções pessoais e intransferíveis, podem e devem ter impacto significativo sobre o resultado final do que apresentamos. E também devem levar em conta suas preferências pessoais, os seus gostos, tudo aquilo que faz de você... bem, você!

Outros fatores - que são o foco dessa postagem - estão totalmente fora de seu controle e têm papel tão importante quanto, ou talvez mais importante, do que os citados acima. Qual é seu tipo físico, quão alto ou baixo você é, se tem braços ou mãos pequenos ou grandes, se seu quadril é seu ponto forte, solto e poderoso, ou se é um ponto em que você precisa trabalhar mais, se você se dá melhor dançando música lenta ou rápida, de improviso ou coreografando, ou um misto dos dois, quais movimentos favorecem mais seu corpo, quais ficam mais bonitos em você... Tudo isso tem um peso muito grande na determinação do seu estilo pessoal. E isso só se descobre de uma forma: praticando na frente do espelho, com consistência e dedicação, tentando sempre o SEU melhor, e não partindo de modelos externos de cópia, de fora para dentro, mas sim de dentro para fora. A técnica se torna sua quando você se apropria dela. Isso é que sinto falta em muitas das danças que vejo, e até na minha própria prática, é o que mais busco atualmente... Esse caminho nunca foi tão claro pra mim, e gostaria muito de ver mais dançarinas de Tribal Fusion seguindo por ele... Uma ondulação de braço não passa disso enquanto ela não se torna a SUA ondulação de braço! ;-)