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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Gothla 2012


O post de hoje traz a cobertura do Gothla 2012 que aconteceu no mês de junho no Rio de Janeiro e trouxe ao Brasil as bailarinas Ariellah (EUA) e Morgana (ESP). Quem contribuiu com as novidades dessa vez foi a Yoli Mendez. Brigadão Yoli! ;) Vamos lá:

"Confesso que o Tribal Gótico não é muito minha praia, mas como estudante de tribal, sempre que posso marco presença nos festivais que trazem bailarinas gringas para dar aulas. Este ano Jhade Shariff e Rhada Naschpitz trouxeram novos ares para o evento que acontece anualmente no Rio de Janeiro (ano passado com o nome de Tribes e esse ano como Gothla BR pois contou com a bailarina Morgana, criadora do evento gótico que leva o mesmo nome na Espanha).

Primeiro Dia - Sexta-feira dia 22 de junho

Bom, o evento se iniciou na sexta-feira, na escola Asmahan com os workshops das professoras convidadas Kilma Farias, Karina Leiro, Cibelle Souza e Paula Braz, Beth Damballah, Iman Najla e Morgana que encerrou o primeiro dia com um workshop de breaks e domínio corporal. Infelizmente só cheguei a tempo de fazer metade das aulas, então vou dar meu parecer sobre os works que pude participar.
Karina Leiro é sempre maravilhosa. Já fiz dois works com ela e sempre saio querendo mais. Ela ensina a fusionar os movimentos do flamenco com o tribal partindo sempre do movimento raiz, o que eu acho o máximo pois não aprendemos apenas um passo ou um combo, e sim aprendemos o movimento original que podemos ou não usar com o exemplo de fusão que ela propõe depois. Seguimos com Iman Najla, uma profe argentina que eu já conhecia pessoalmente de quando viajei para Buenos Aires para participar do seu evento que contou com a Ariellah em 2010. O workshop da Iman foi sobre técnicas de Dark Fusion, também me surpreendi bastante. Iman é uma professora super conceituada na Argentina que ensina e dança aquele gótico mais gótico do mundo, aquele que gosta de utilizar dentes de vampiros, punhais e lentes coloridas no palco, um estilo teatral, forte e sério. No work aprendemso a direcionar a energia dos braços e algumas maneiras de direcionar o olhar (aquele penetrante) para o público. Para finalizar, Morgana, muito simpática e linda nos explicou as diferenças entre locking, popping e breaks ensinando cada um deles em combinhos que futuramente uniu e fez uma coreografia. Deu para perceber que ela mandava muito bem e comecei a me animar para o show do dia seguinte, estava contanto as horas para vê-la dançar. E assim terminou o primeiro dia. Minha única reclamação foi o tempo de duração de alguns dos workshops, uma hora foi muito pouco :(

Segundo Dia - Sábado dia 23 de junho

O colégio Marista é lindo, adoro aquele lugar. O segundo dia se iniciou às 10:00 com o work "Combinações Avançadas" da Ariellah. como estava montando o ateliê não pude participar 100%. Ela utilizou alguns combos que já haviam sido ensinados nos workshops do ano anterior mas sempre vale a pena revisar :)
O workshop seguinte da Morgana foi sobre mímica animal. Ela ensinou alguns movimentos que referenciavam: pantera, serpente, gato, lobo, golfinho, cavalo e escorpião. Novamente juntou todos os combos de cada animal e fez uma coreografia só. Achei bem interessante, claro que nem todos aqueles movimentos ficaram bem para o meu corpo, hehehehe
Pausa para um lanchinho!
O segundo workshop da Ariellah foi sobre fluidez. Ela ensinou como ligar um movimento ao outro e realizar transições suaves entre os passos. Para quem já fez aula com ela, já é sabido: no começo aquela rodinha da galera sentada no chão e uma explicação maravilhosa sobre a importância da fluidez na dança, sobre a contração muscular, etc... O workshop terminou uma hora antes do esperado pois iria avançar no horário das mostras se continuasse, e o restante dele ficou para o dia seguinte. Me arrisquei em um improviso na mostra, hehehe

O show
Bem diferente do ano passado, o show me surpreendeu. O tema do show era Filmes Noir. A abertura foi bem legal, breve e divertida que contou com o personagem Saw do filme Jogos Mortais, ele era muito engraçado e ao mesmo tempo sinistro. Todas as nossas bailarinas estavam lindas, de verdade, mas minhas preferidas da noite foram: Aline Muhana, em uma interpretação maravilhosa do Poderoso Chefão, Gabriela Miranda, Cibelle Souza, Karine Xavier, Rebeca Piñeiro e Paula Braz. Ariellah é sempre maravilhosa, penetrante, intensa, sem palavras! Sobre a Morgana? Para mim ela foi quem levou o título da Rainha da Noite sendo aplaudida de pé após sua segunda performance. No geral o show foi maravilhoso, de super qualidade e de muito bom gosto. Terminado o show, o pessoal se reuniu em uma "after party" em um clube gótico. Essa parte eu vou pular, hehehe quem estava lá sabe o que quem não estava perdeu!

Terceiro Dia - Domingo dia 24 de junho.

Iniciamos com Morgana em um workshop sobre artes marciais e uso de adagas na dança, tenho certeza que depois de sua performance no dia anterior tinha muita gente empolgadíssima com esse work. O tema era bastante interessante porém não curti muito, nada com a aula nem com a professora, adagas e karatê é que não me apetecem muito. Seguimos com a Ariellah que finalizou o workshop do dia anterior sobre fluidez (com muitos giros para nossa alegria), passou alguns conceitos sobre movimentação no palco durante a dança (por sinal muito interessante) e prosseguiu com o workshop "O estilo de Ariellah". Não participei desse work então vou relatar o que a Gabi me contou (é a Gabriela Miranda mesmo). "Ariellah passou uma coreografia temática sobre um soldado e a guerra, com movimentos fortes e impactantes de grande apelo emocional e psicológico."
O segundo workshop da Morgana foi de deixar a língua para fora, quanta energia!!! De novo ensinou movimentos de Hip Hop em forma de combos unindo todos e formando uma coreografia no final com música Pump It do Black Eyed Peas, me diverti bastante com as meninas da Cia shaman. Finalizamos o evento com workshop "The Artist's"da Ariellah que foi considerado o melhor de todos por muita gente, um work bastante conceitual sobre intenção, foco, criatividade, personalidade e outras cositas más :) Adoro aulas conceituais!

Malinhas no carro e bora pra casa colocar tudo isso em prática!! No geral eu gostei bastante. Já tinha estudado com a Ariellah mas nunca com a Morgana. Senti falta de escutar a voz dela, hehehe, aprendemos bastante (e com um tempo bastante legal já que não tinha tradução) sobre novos movimentos e combos nos works mas senti falta de escutar o seu parecer ou intenção com os movimentos ensinados!

Ansiosa pelo próximo work :)"

Por Yoli Mendez

Yoli Mendez














Ariellah












segunda-feira, 16 de julho de 2012

Anasma Vuong em Salvador!

A postagem de hoje teve contribuição da Rebeca Piñeiro, diretora e proprietária da primeira escola dedicada exclusivamente ao tribal no Brasil, a Escola Campo das Tribos e também organizadora do evento internacional anual Campo das Tribos. Ela contou como foi a experiência na Caravana Tribal na Bahia, evento que aconteceu no mês de julho organizado por Bela Saffe com a convidada Anasma (FRA). Bom, chega de introduções e vamos ao que interessa!

Caravana Tribal - Bahia

Tive a grande honra de participar da Caravana Tribal que aconteceu em Salvador - BA nos dias 06, 07 e 08 de julho de 2012, organizado por Bela Saffe e que trouxe pela primeira vez ao Brasil a dançarina francesa Anasma. Digo que foi uma honra por ter aprendido muitas coisas, ter participado intensamente dos bastidores do evento e ver tudo fluir com uma excelente energia e profissionalismo. Realmente me encantei e voltei com as baterias recarregadas e muitas coisas para estudar.

Sobre Anasma:
Tive excelentes momentos ao lado dessa mulher. Depois de conhecê-la pessoalmente pude entender e admirar um pouco mais as suas danças. É uma pessoa muito inteligente, simples, educada, e muito dedicada ao que faz. Tive a grande honra de conhecer essa pessoa linda e aprender com ela muitas coisas que foram além da dança. Conversando com ela, soube que nasceu em Paris, morou menos de um ano na Índia, alguns anos em Nova Iorque e hoje vive com seu marido em Paris. Anasma não nomeia seu estilo como Tribal Fusion pois não usa o ATS como sua base, apesar de conhecê-lo bem. Ela o chama simplesmente de "fusion" ou seja "fusão", e sua principal base é a dança do ventre que estudou por 10 anos. Seus conhecimentos são inúmeros e seu condicionamento físico é incrível. Anasma tem uma energia inesgotável e contagiante, é brincalhona, imita animais o tempo inteiro e isso é realmente agradável vindo dela, pois é muito natural, quando me dava conta eu estava imitando um macaco ou uma foca, uma alegria que contagia!

Como professora Anasma é ligada no 220w! Sua aula é bem puxada e lotada de informações. No começo senti dificuldade em seguí-la mas quando a aula terminou me dei conta do tanto de coisas que havia absorvido e que sim, Anasma é também uma ótima professora. Anasma também utiliza muitos movimentos de yoga em suas aulas, junto com movimentos de Liquid e Hip Hop. Achei bem difícil mas é lindo e desafiador. Detalharei mais sobre as aulas quando for falar sobre os workshops. :)

O evento começou na sexta-feira, dia 06 de julho, com dois workshops com duração de 1h15 cada:
Técnicas de ATS para Tribal Fusion com Rebeca Piñeiro (eu!) e Tribal Burlesco com Cibelle Souza. A sala de aula estava cheia e tivemos a participação especial do Nino (gato da Bela) que assistiu as aulas de sua almofada em frente ao espelho. A Tara Ateliê Tribal expôs seus lindos produtos nesse dia.

Nos dias seguintes, 07 e 08 de julho, tivemos aula com Anasma das 10h às 13h. Ela ensinou técnicas de Hip Hop, arm wave, air walk e mais um monte de movimentos lindos e (para mim) difíceis. Anasma os faz com tanta perfeição e leveza que minha vontade era de parar tudo, sentar e apenas assistí-la (confesso que em alguns momentos era o que realmente fazia). Para manter a energia da turma, Anasma soltava gritos, fazia sons de animais e o mais legal foi que todos entraram no clima e respondiam com os mesmos sons. Foi divertido!

O Show:

O show aconteceu no dia 07 no Teatro do Irdeb (Federação). Foi muito bem produzido, fluiu sem nenhum problema. O cenário estava muito bonito e a casa estava cheia. Tivemos apresentações de profissionais e amadores no mesmo show, foi muito bonito e diversificado. Foi uma experiência muito boa, o clima estava suave, positivo, baiano!

Solos da Anasma:

Vou puxar mais um pouco de sardinha para ela porque realmente foi INCRÍVEL o que essa mulher fez no palco. Sua primeira dança durou 15 minutos (que pareciam apenas 4). Dançou e fez mímica durante a apresentação. Sua expressão, seus músculos, suas culturas, seus estudos, tudo ali, tudo muito bem feito, muito estudado, muito intenso e admirável. Anasma é realmente uma artista de excelente qualidade. Sua segunda entrada foi mais curta mas tão boa quanto. Anasma fez o anjo caído do céu e seu personagem começa como um anjo (claro!) e começa a conhecer os pecados como gula, luxúria, ganância, vaidade, etc. Achei a idéia muito bem executada. Anasma é MIL vezes melhor quando se vê ao vivo.

Bela Saffe (realizadora):

A Bela é um ser humano muito lindo e excelente anfitriã. Só tenho elogios. Realizou o evento com muito profissionalismo, alegria, respeito e suavidade. Um exemplo a seguir.

Aprendi muito, me diverti muito e pude conhecer mais sobre Cibelle Souza, Bela Saffe, Anasma e Kelly (Tara Ateliê Tribal), pessoas que ganharam mais respeito e admiração da minha pessoa. Não vejo a hora de voltar para a Bahia e viver tudo isso novamente! Agradeço muito a Bela Saffe pelo convite para dar workshop e dançar no show, foi uma experiência muito linda e produtiva! Obrigada Mariana Quadros pelo convite para este post em seu blog que tanto sigo!

Muitas coisas andam acontecendo no mundo tribal e acho de extrema importância valorizarmos as coisas boas como esse evento, realizado e frequentado por gente que estuda e respeita a arte, os seres humanos e as diferenças.

Hum... Já sinto vontade de comer um acarajé! :)

Rebeca Piñeiro

                             Imagens do show por Fernando Naiberg
Rebeca Piñeiro
Bella Saffe
Cibelle Souza
                                                                Anasma Vuong

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Tribal Fest 10 (pt.3)

Terceiro dia do Tribal Fest

"Hoje só tenho a ultima classe do intensivo da Rachel. Aqui ela pediu que ensinassemos os movimentos que criamos ontem em dupla a outra dupla e combinassemos todos os movimentos...foi realmente um desafio, criar as transições entre as duas combinações, ensinar nosso padrão e aprender o da outra dupla...O bicho pegou quando ela pediu que depois disso. pegassemos 4 tempos disso tudo e fizessemos ao contrario, como o rebobinar de um video. (na foto, Ana com Kajira Djoumahna, diretora do Black Sheep Bellydance e organizadora do evento)

Depois de um tempo enorme onde todos lutavamos para conseguir fazer isso ela falou que essa sensação de frustração e insatisfação que sentiamos que sentiamos fazia parte do processo de criar algo artisticamente novo...ao invés de simplesmente copiar os movimentos de outra pessoa...algo dificil, desafiante mas necessario no "criar arte".

Os Shows

Sexta, sabado e domingo são dias de show no Tribal Fest. Muita gente explorando propostas novas. Esse ano não filmei muitas coisas porque queria assistir mais (se você filma você não assiste direito) Os que mais gostei? Adivinha?? É logico, a Rachel Brice, linda....a Kami Liddle, Heather Schoopman, Urban Tribal, King Chuck and the Chuchetes, Frank Farinaro...e algumas outras apresentações de pessoas que eu nem conhecia...É como se você conhecesse uma grande familia de pessoas que gostam das mesmas coisas que você...é uma experiencia forte, cansativa também porque sao muitas horas de show, não dá para ver tudo...mas acima de tudo uma experiencia muito enriquecedora.

E o que mais me amedrontava...dançar naquele palco...foi uma experiencia muito linda....

Me preparei nos dias anteriores dançando um pouco de improviso no quarto de hotel com o mp3 no ouvido. Fui percebendo que dia a pos dia com a convivencia diaria com as pessoas e assistindo os shows eu ia me sentindo mais a vontade e melhorava pouco a pouco.

Eu só danço de improviso, isso dá medo porque você nunca sabe o que vai acontecer. Escolhi a conselho da Mariana uma musica que já tinha dançado....isso foi muito bom por que eu já estava sentindo a musica como parte de mim.

No dia acordei cedo...me maquiei e fiz o cabelo no hotel, dancei mais um pouquinho no quarto antes de sair.Fui a pé causando super maquiada na rua e cheia de penas no cabelo.

Lá na sala camarim do Tribal Fest terminei de me arrumar e me senti muito bem vendo que ficar nervosa e com medo antes de entrar no palco é natural e que nisso somos todas irmãs. Recebi elogios sobre a minha roupa ...isso me deixou um pouco mais confiante....as americanas são muito gentis. Eu ia dançar 12:00 no domingo.

Quando chegou a minha vez....respirei fundo...subi naquele palco lindo e colorido...e... não tenho a minima ideia do que fiz....tentei sorrir e passar para o publico a alegria que aquelas musicas me passavam ( fiz uma montagem com A la Lune do Cirque du Soleil e Wanderlust do Abney Park).

Lembro de ter pensado que fiz muito os mesmos movimentos...sempre penso isso....sai com o coração batendo muito forte e ....quando no fim do dia consegui ver meu video vi que não fui tão repetitiva e monotona como tinha pensado e até que gostei do que fiz...eu estava natural e fluida...ufa!

Foi como se eu tivesse ultrapassado uma barreira...a barreria do não posso, do não sou boa o bastante...e entrasse finalmente para a minha tribo querida do "simplesmente adoro dançar e sou assim"

É isso...momentos bons, misturados como momentos extressantes...mas tudo definitivamente valeu a pena!!"


Ana arrasando no Tribal Fest! (pra quem quiser ver o vídeo dela, está no tópico "Tribal Fest 10")

Tribal Fest 10 (pt.2)

Ana Lua e Mizzz Rachel Brice!

Demorou um pouquinho mas recebi as novidades fresquinhas tribal fésticas da Ana Lua, minha amiga que foi pra lá esse ano. A Ana foi pela primeira vez em 2008 comigo e depois voltou em 2009 e, agora, em 2010. Ela não trabalha com dança, mas como tatuadora e fez muitas das minhas tattoos e mais um monte em amigas minhas! Pra quem interessar, o site dela é esse. Como aluna, ela é super dedicada e por estar comigo há uns três anos, pude assistir de pertinho essa dedicação traduzida em um desabrochar na dança! :D Desbravou o palco do TF esse ano, única brasileira por lá dançando! E aí vão suas experiências no festival:

Primeiro Dia, Primeira Aula com a Rachel

"Chegamos um dia antes do festival...aviso aos navegantes...a viagem é cansativa ( 10 horas o primeiro voo, 4 horas o segundo...que se atrasou 3 horas) esse primeiro dia foi só para descansar e comprar algumas coisas no mercado. Ficamos no Fairfield inn Marriot que fica a uma caminhada de meia hora para o Tribal Fest (6 dias para um casal: por volta de $900).

Primeiro dia do Tribal Fest...intensivo da Rachel Brice...me surpreendi, ela é super simpatica ( para mim ganhou o troféu de Fofa do Tribal Fest. Começou com um pouco de yoga (que me surpreendi também por ser suave e muiiito bem vinda ao meu corpo cansado da viagem) Depois ela deu alguns movimentos soltos ao som de um delicioso rock antigo....deu para perceber que os movimentos para ela nascem de uma maneira natural que abraça a musica.

Depois ela deu algumas combinaçoes simples mas muito saborosas...e terminou com um relaxamento e mantras....

Depois da aula da Rachel fui para a classe da Mardi Love, o tema era novas combinaçoes...eu tinha amado o que fiz o ano passado no Brasil. Para me poupar nao fiz o aquecimento, já estava aquecida. Gostei desse workshop também...foram varios movimentos que espero aproveitar e usar mais tarde.

Ela criou algumas variaçoes de movimentos que eu já havia feito na aula da Mariana como o Egyptian e o Moroccan Campfire, unindo esses movimentos...Alguns dos movimentos eram parecidos com alguns da classe da Rachel...dá para perceber como essas duas andam sempre trocando figurinhas...foram tantas combinaçoes que comecei a me perder um pouco...entao comecei a intercalar momentos onde eu seguia os movimentos com outros onde eu filmava...para poder ter como referencia para estudar depois. Adorei esse workshop.

Cansadissima...fui para a aula da Ariellah...era um intensivo de 4 horas, e estava morrendo de fome mas não deu tempo de comer nada. no meio da aula dei umas mordidas numa barra de cereal...isso me salvou!

Aqui ela frizou a importancia da expressão e intensão na dança...a comunicação com o publico e de tentar sentir o que a musica comunica para você e tentar passar essa emoção através do seu corpo.

Aqui eu tive um problema...ela passou movimentos que para mim eram um pouco complicados... sobreposições de isolamentos e locomoções um pouco rapidas...eu estava muiiito cansada...então fiquei tão preocupada com os movimentos que a expressão ficou para tras...acho que para mim seria mais facil tentar colocar sentimentos e expressão na dança se os movimentos fossem simples e eu não tivesse que me preocupar com eles.

Ah...livro recomendado pela Rachel e a Ariellah: The intimate act of choreography (parece que tem na Amazon) e a Rachel também recomendou um dvd chamado Yoga Therapy.

Conclusão desse primeiro dia...amei todas as classes, só a ultima é que não aproveitei tanto por causa do cansaço, 8 horas de classes num dia é meio que loucura...mas valeu a pena...

Houve momentos, principalmente no work da Ariellah em que me senti desajeitada, acho que isso é normal, troquei algumas poucas palavras no meu ingles caiçara com algumas das outras tribalistas...isso foi bom para que eu saisse um pouco da concha...Fiquei super nervosa por causa do domingo....me inscrevi para dançar, e como ser muiiito humano que sou, perto da Rachel, da Mardi e da Ariellah me senti muito pequena e me enchi de questionamentos...mas acho que faz parte. Ter pessoas que você admira muito a sua volta faz realmente você se esforçar mais."
 
Segundo Dia Tribal Fest
 
"Depois de uma boa noite de sono...fui para o Tribal Fest...uma das primeiras coisas que você aprende é como pedir carona...consegui uma e isso me poupou uma bela caminhada.

Segundo dia do intensivo da Rachel...meu Deus como ela é simpatica, amei essa mulher! O aquecimento com yoga foi um pouco mais puxado mas acho que estou evoluindo...aguentei bem. O primeiro tema de hoje...back bending (cambret) algo que nunca consegui fazer muito bem. Ela usou a espressão : "Go to the gold" para descrever um movimento de subir o peito e ir esticando as costas para tras....num movimento imaginario de passar por cima de algo para pegar o ouro lá atras....não sei se consegui descrever direito...mas o resultado foi que consegui fazer o back bending um pouco mais amplo e perfeito que o que normalmente faço.

Ela falou também de como as vezes no tribal os braços ficavam estaticos e sem vida nas posturas e posições "corretas" do tribal e pediu que deixassemos os braços brincar um pouco nos movimentos.

Depois ela começou a falar sobre os componentes de um movimento e pediu que criassemos em dupla um padrão de movimento para os pés bem simples...depois pediu que adicionassemos a esse padrão alguns isolamentos, depois adicionassemos um padrão de braços e por ultimo que adicionassemos um giro ou mudança de direção.

No final da aula ficamos em circulo ao redor dela seguindo os movimentos dela...foi magico...ela é demais (tudo bem...é verdade...fiquei babando)

Relaxamento e mantras de final.

Depois foi o work da Kami Liddle, gosto de estudar os movimentos dela em video e em 2008 já tinha feito uma classe dela no Tribal Fest.

Ela estava com o pescoço travado...o que combinava comigo (nesse dia eu estava com o ombro e o pescoço bem doloridos)

Ela falou como descobriu o lance de conectar os movimentos deixando a energia fluir...como se uma bola de energia fosse se movimentando pelo corpo...o como suas antigas professoras lhe falavam sobre ela ter que terminar os movimentos (Eu já escutei isso antes, né Mariana?) e que esse fluir de energia ajudou ela a conectar movimentos mesmo que incompletos. Dai eu me toquei que já tinha sentido que os movimentos dela tinham algo como o Taichi chuan , um eterno fluir e penetrar de um movimento no outro. Ela passou as combinações um pouco rapido demais e me perdi um pouco...de novo filmei um pouco para estudar depois.

Finalmente depois desses dois workshops eu estava livre e deu para ver um pouco das barracas de roupas...coisas lindas que no dia anterio só pude er de relance correndo entre as aulas...agora deu para olhar com calma e comprar um pouquinho.

Além das tradicionais calças melodias, as saias e acessorios para its e ats, muitas calças curtas com babados, alguns cintos e acessorios inspirados na época vitoriana com sobreposições de renda nos cintos e saias e coletes lindos, brincos enormes de prata. Os preços eram altos e é preciso escolher bem e com cuidado."