quarta-feira, 27 de maio de 2015

Dicas para seu treino



Treinar todos os dias com certeza não é nada fácil... No começo é aquela empolgação e até que vai, mas depois de algum tempo - ou pior -  depois que você precisa parar por alguns dias (por causa de doença, viagem, vida, etc) parece que fica mais difícil ainda voltar para os trilhos.

Mas, como a prática leva a mais prática rsrs tem que achar aquela forcinha pra continuar - e lembrar que uma horinha de prática por dia não é nada depois que se habitua, e vai fazer TODA diferença  pra sua dança. Então, mãos à obra!

Sempre gosto de começar com uns 40 minutos de yoga pra preparar o corpo, mas se você não pratica, faça uns bons alongamentos pro corpo todo (depois de estar um pouquinho aquecida já) e manda ver! Essa é uma sugestão de um treino que montei para ser diário há uns dois anos atrás, mas de vez em quando se não estou inspirada recorro à ele para pegar no tranco. Você pode adaptar o número de repetições ou os movimentos a seu critério, só lembre-se de incluir movimentos que trabalhem diversas partes do corpo e não só uma - a não ser que seja essa a sua intenção!

Organize uma (ou mais!) playlist de mais ou menos 12 músicas de que você goste muito e faça os treinos na sequência, sem parar (a não ser que precise descansar ou alongar), mas reserve esse tempo só para isso. Faça seus treinos com bastante consciência na frente do espelho e sempre mantendo a melhor postura e execução possíveis. Aí vai:

60 maia
60 taxeem
40 ondulações de braço
30 sidewinder
60 peito sobe e desce (lock)
60 pelve encaixa e desencaixa (lock)
uma música de shimmie
50 contrações de glúteo
20 quadrados de quadril (10 p/ cada lado)
20 redondos de quadril (10 para cada lado)
- 1 improviso solto numa música
alongamento final e relaxamento

Espero que as dicas ajudem! Bons treinos! ;-D






quarta-feira, 20 de maio de 2015

Be-a-bá do Tribal



Resolvi dar uma revisada nesse texto e postá-lo novamente! Às que estão começando a estudar agora, o be-a-bá do Tribal! O que são todos esses gêneros dentro de um gênero que ainda é tão novo e desconhecido? Vamos lá!

Com tantos estilos e rótulos é bem fácil confundir-se com as nomenclaturas no tribal. Por isso, coloco aqui os principais nomes que encontramos quando estudamos tribal:

*** Tribal - Genérico, assim sem nenhuma especificação, geralmente faz referência ao Tribal Fusion ou ATS® versus a Dança do Ventre, mas também pode significar uma dessas duas danças distintas:

1) Danças de tribos de qualquer parte do mundo

2) O estilo tribal "original" feito pela Jamila Salimpour e sua trupe Bal Anat nso anos 60, na Califórnia. Caracterizava-se por diversas danças árabes tradicionais misturadas em um só show. Trabalho em grupo e solo, uso de snujs, uso de coreografia e danças folclóricas com um "tchan". Porém, deve-se observar que esse estilo de "tribal" demorou para ser chamado assim na época. De qualquer forma, foi o estilo que deu início ao movimento tribal que temos hoje em dia, pois Jamila deu aulas para Masha Archer, que deu aulas para Carolena Nericcio, que criou o ATS®.

*** American Tribal Style® ou ATS® - Esse foi o estilo que surgiu dando início ao restante do movimento tribal. O ATS® nasceu no final dos anos 80 em São Francisco, CA. Quando a trupe de Masha Archer, chamada "San Francisco Classic Dance Troupe" se desfez, Carolena começou a dar aulas para que tivesse parceiras com quem dançar. Suas aulas tornaram-se populares entre as pessoas mais alternativas que queriam fazer dança do ventre mas não se encaixavam nos padrões estéticos ditados pela dança na época. Da sementinha deixada por Masha, Carolena continuou a plantação, e criou o estilo que veio a ser chamado de ATS®. Segundo ela, o "american" do título deixava claro que era uma criação americana, e portanto não oriental, e o "Tribal"descrevia a sensação estética da dança, com mulheres dançando juntas, em tribo, e com uma mistura de trajes autênticos de diversas partes do mundo. O ATS® é um estilo de improvisação coordenada em grupo em que, com base em um repertório comum a todas as bailarinas do estilo, cria-se uma dança improvisada por meio de sinais, chamados de "cues". Para dançar ATS® precisa-se no mínimo de duas pessoas, e o repertório de movimentos vem principalmente da dança do ventre, mas também tem forte influência do flamenco nos braços e postura, e pitadas de danças folclóricas do Oriente Médio e danças clássicas indianas. O principal exponente do ATS® é o grupo da própria Carolena, chamado FatChance BellyDance®, ou abreviado FCBD®. Para mais informações, acesse o site do FCBD.

***ITS - Improvised Tribal Style (ou estilo tribal de improvisação)


O ITS também é um derivado do ATS®, e indica simplesmente que um grupo utiliza o sistema de improvisação coordenada em grupo do ATS®, porém com repertório de movimentos que vai além, ou até mesmo em direções diferentes do utilizado no ATS®. Mesmo sistema de improvisação, repertório de movimentos diferente. Um dos principais exemplos que conheço de ITS é o grupo californiano "Unmata". Elas além de coreografia, trabalham o sistema de improvisação coordenada em grupo por meio de combos. Por sinal, um dos membros do grupo, a fantástica April Rose virá para o Brasil ensinar o sistema de ITS do Unmata no Gothla no Rio de Janeiro, junto com Lady Fred e Ariellah. Coisa boa. 

*** Tribal Fusion -

Acredito que esse estilo foi o principal responsável pela propagação mundial do tribal. Ele surgiu quando bailarinas do ATS® foram saindo para criar suas próprias estilizações e acrescentar ainda mais fusões ao caldeirão de influências. Não existe uma ordem certa de quem iniciou esse movimento, pois na época não havia nem pretensão e nem consciência de que isso tomaria proporções tão grandes. Apenas aconteceu que, algumas bailarinas/alunas de Carolena, quiseram se aventurar em suas próprias experiências, dando vazão à criatividade e fazendo uma fusão em cima da fusão. Daí o nome "Tribal Fusion": é o "tribal" do ATS® acrescido de fusões do que a imaginação permitir, seja de origem oriental ou ocidental, antiga ou moderna. Algumas das bailarinas apontadas como pioneiras do Tribal Fusion e que estavam na cena desde o começo foram Lady Fred e Jill Parker, entre outras. A cena acontecia quase que exclusivamente na região da baía de São Francisco, CA. Como o Tribal Fusion não tinha um formato específico como o ATS®, bailarinas solo surgiram, até que o grupo internacional BellyDance Superstars lançou o tribal para o mundo, e as bailarinas do grupo, como Rachel Brice, Sharon Kihara e Mardi Love viraram referência instantânea do estilo. 

Do Tribal Fusion, surgiram e ainda surgem muitos sub-gêneros como o Dark Fusion, praticado pela Ariellah, o Tribal Brasil, praticado por várias bailarinas brasileiras que misturam ao Tribal Fusion influências de danças regionais brasileiras, como Kilma Farias e Cibelle Souza, o Tribal Gótico, e assim por diante. Muitas bailarinas criam nomes para seus estilos de tribal pessoal, daí vão se criando cada vez mais sub-gêneros... Mas o importante é saber que todos eles vêm da mesma raiz, e são apenas mais um pequeno desdobramento da grande e constante evolução que é o estilo tribal!


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Árvore de natal tribal?


Recentemente dancei num evento que pedia um traje "mais informal'", mais simples... O resultado foi que no meu "simples" de tribal ainda deixei meia dúzia de coisas que tinha planejado usar na bolsa pra mimetizar um pouquinho mais com as outras dançarinas da noite. E fiquei me perguntando: mas por que eu preciso de tudo isso pra dançar? Será porque preciso entrar na persona? Para uma pessoa "introtudo" como eu, que aprendeu a falar em público pra poder dar aula, pensei que sim, claro... Preciso disso pra entrar na persona. Mas daí não, lembrei do porque... Lembrei do ATS, claro! No ATS a gente adorna toda parte do corpo quanto possível. Maquiagem, bindi, acessórios mil, cabeça cheia... Tudo isso pra atração não ser o corpo em si, mas a dança! Adornamos o corpo para revelar a dança. Por isso não consegui ir simplinha demais, faz parte do todo. Faz parte da filosofia por trás do estilo. E esse princípio serve a dança de maneira fantástica. Dá poder! Sem contar a sensação fantástica de se montar inteira  com pecinhas escolhidas a dedo, uma a uma, às vezes feitas por você, às vezes por pessoas de quem você gosta ou admira o trabalho, às vezes por mãos autenticamente tribais... Pra mim, é uma maneira altamente eficaz de manter o feeling tribal. Quero me sentir uma árvore de natal. Gosto disso. Assim eu sei que o público estará tentando desvendar a minha sobreposição de xales com cinto, o meu headpiece, e não se estou usando a última tendência em esmaltes nas unhas. É, acho que é isso! Power to the árvore de natal!!!

*Foto por Maurice Pirotte

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Títulos, certificados e afins



Nessa semana decidi falar sobre um assunto que está na boca do povo: certificações, títulos, enfim, material pra moldura!

Com a passagem "furacônica" de Carolena Nericcio pelo Brasil, volta a ficar na mente esse assunto polêmico: qual o real valor de um certificado e até que ponto ele é indício de qualidade profissional?

O certificado pode representar muitas coisas, ele pode ser começo ou fechamento de ciclo. Para muitas bailarinas que já praticam há muitos anos, e finalmente conseguem um certificado que comprova que sim, ela pagou e fez todas aquelas horas de aula, ganha um ar de fechamento. Mas nunca de fim.

No caso do ATS®, para mim o certificado sempre representa o início de uma nova fase. Com o certificado de professora, ou mais ainda, com o título de SisterStudio®, vem também uma grande responsabilidade. Lembra da frase do Homem-Aranha, "com grande poder vem grande responsabilidade"? Pois é! A partir do momento que se tem o certificado em mãos, tem a comprovação de que foi aceita para ser professora de ATS®, do jeitinho que ele é, honrando a história, a técnica, a filosofia, a estética e as regras do estilo. Se for SisterStudio®, a responsabilidade aumenta mais ainda, pois está tomando para si parte da responsabilidade de propagar o ATS® na sua região - e outras - levando consigo a semente do estilo, para plantar em novos terrenos...

Por isso, a certificação nunca pode ser o fim. É o começo de uma nova fase de estudos, mais intensa ainda, para fazer valer o título - para que se tenha segurança e se faça jus à responsabilidade que lhe é incumbida automaticamente junto com o certificado. Acho importante essa visão de que é um marco numa jornada, numa carreira, mas nunca o destino final. Vai da consciência de cada profissional - e cada aluna ao escolher sua professora - saber quando realmente está preparada para carregar essa responsabilidade com segurança. E respeitar o que está por vir respeitando o que veio antes... Fazemos parte de uma nova história que está sendo criada mundialmente nesse exato momento, e vai de cada um contribuir para ela com beleza e respeito! E parabéns a todas as novas Sisters!!! :-)

Até quarta que vem! ;-)