segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Aprender a fazer nada

Mais ou menos como uma seqüência do último texto que postei, continuo pensando nessa questão de dançar de maneira simples e bonita, tenho treinado muito para aprender a não fazer "nada"!  Mas como assim, não fazer nada? Assim, treinar o corpo para dançar de uma maneira que seja orgânica, que não seja mera junção de um passo no outro... De maneira que venha naturalmente. Manja aquela frase do Pierre Dulaine, em que ele diz que "a dança é o que está entre os passos"? Mais ou menos isso. Quando me lembro do que me atraiu no tribal desde o começo, lembro de o quanto isso me encantava, essa fluidez, essa coisa orgânica, meio imperfeita. Na época eu não me dava conta do quanto isso me agradava, mas hoje eu percebo e me faz entender porque as coisas antigas de tribal fusion ainda serem as que mais me encantam, com algumas exceções. Devo confessar que essa minha "descoberta"não é antiga, pelo contrário, é recente. Por conta dela, estou redescobrindo muitas coisas, e até enxergando outras de maneira bem diferente. Talvez seja só uma fase... Mas está me fazendo rever vários conceitos e experimentar várias coisas de um jeito que há muito tempo eu não fazia!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mantendo contato

Pra não passar a segundona em branco, um pouquinho de inspiração!

Adoro essa foto, evolução do tribal total! Carolena, Jill e Rachel, só faltava a Jamila pra completar...

E mais alguém tem achado essa mulher uma deusa ultimamente?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dançar para impressionar

Quando assisto vídeos no youtube frequentemente me pergunto porque alguns dos meus vídeos favoritos não tem mais exibições. Ando muito enjoada de tudo para ser sincera, e poucas são as coisas de tribal fusion que tem prendido a minha atenção. Às vezes me parece que todas as performances precisam ter grandes "truques"para impressionar o público. Músicas de impacto, grandes demonstrações de destreza ou flexibilidade, coisas pouco usuais. Fico imaginando o que aconteceu com simplesmente dançar bem. Musicalidade, técnica, fluidez, expressão... Essas coisas básicas!

Esse fenômeno parece acontecer mais ainda no tribal fusion, onde a cada performance parece que todos esperam algo inusitado. Não é que eu seja a favor da mesmice, mas um básico muito bem executado cai bem de vez em quando. Parece que na ânsia por evoluir e demonstrar cada vez mais habilidade, algumas pessoas acabam dando a volta "na perfeição" e chegando a um lugar não tão interessante na dança. Ou talvez seja só que algumas experiências dão certo e outras não. Não sei! Mas um pouquinho de zona de conforto não mata ninguém! rsrs Às vezes sinto falta de quando só o fato de ser tribal fusion já era exótico o suficiente! Não sei se tudo isso faz sentido para vocês, mas para não desperdiçar o verbo, aproveito para deixar alguns vídeos mais "básicos" que curti ultimamente!

Meu preferido da Jill Parker ever!


Ela Rogers, das minhas favoritas de assistir ultimamente

Rachel Brice no "básico" que é sua marca registrada


Sashi, aqui eu acho que tudo favoreceu, música, ambiente, acho bem lindo esse vídeo

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Continuação de Mitos do Tribal


Foram levantadas questões interessantes sobre o tópico 2, a respeito da criação do estilo tribal ser ou não atribuída à Jamila Salimpour. A resposta ficou tão grande que achei melhor transformar em uma nova postagem, já que tem limite de caracteres para as respostas no blogger! Então, aí vai:

Essa informação eu tirei do Tribal Bible, escrito pela Kajira Djoumahna, pág 1, Capítulo 1 - Genesis:

"The root of this form began in the late 1960s in the San Francisco Bay Area of California. One of my teachers and influences on my own Tribal Style is Jamila Salimpour. She is credited for beginning this eclectic fusion approach to MidEastern dance is her presentations at the Northern California Renaissance Pleasure Faire with her seminal group, Bal Anat. However, it is important to recognize that Jamila did not call this fusion blend of influences 'tribal' or anything other than 'bellydance'. In fact, in 'An Afternoon with Suhaila', an interview I conducted with her daughter, published in Jareeda Magazine, May 1996, Suhaila mentions that: 'The whole split in America between tribal and cabaret styles is really funny to me. My mom never taught any differences. My Mom's troupe was a little of this, a little of that. Many of the costumes and dances were inspired by pictures of the National Geographic, but our finale was always a cabaret style dance. So, it wasn't tribal style, it was more like an attempt to give the audience a 30-minute education in the dances of the Middle East, cabaret style included!"... dois parágrafos de Kajira sobre a Jamila e a cena de São Francisco na época e: "The credit for naming this style of Jamila's as 'California Tribal' or 'American Tribal' should go to Morocco of New York (from a conversation in December, 1998). Morocco felt it was an apt name for this new style that was uniquely American in its fusionary approach, since it did not accurately represent any particular tribe from any particular place. Even then, confusion in regards to what was actually being presented onstage in California was brewing.

The next step towards today's interpretation of American Tribal Style Bellydance came from one of Jamila Salimpour's students, Masha Archer..."

Tradução livre dos textos:

"A raiz dessa forma começou no final dos anos 60 em São Francisco na Califórnia. Uma de minhas professoras e influências no meu próprio Estilo Tribal é Jamila Salimpour. Ela é creditada a pelo começo dessa abordagem eclética para a dança oriental em suas apresentações na Feira Renascentista da Califórnia com seu grupo seminal, o Bal Anat. No entanto, é importante reconhecer que Jamila não chamava essa fusão de influências de 'tribal' ou qualquer outra coisa senão 'dança do ventre'. Na verdade, em 'Uma tarde com Suhaila', uma entrevista que fiz com sua filha, publicada na revista Jareeda em maio de 1996, Suhaila menciona que: 'Toda essa divisão nos EUA entre tribal e cabaret é muito engraçada para mim. Minha mãe nunca ensinou nenhuma diferença. A trupe da minha mãe era um pouco disso, um pouco daquilo. Muitos dos trajes e danças eram inspirados em fotos da National Geographic, mas nosso 'finale' era sempre uma dança estilo cabaret. Então, não era estilo tribal, era mais como uma tentativa de dar à platéia uma aula de 30 minutos sobre as danças do Oriente Médio, inclusive o estilo cabaret!"...dois parágrafos de Kajira sobre a Jamila e a cena de São Francisco na época e: "O crédito por nomear esse estilo de Jamila como 'Tribal Californiano' ou 'Tribal Americano' deve ir para Morocco de Nova Iorque (de uma conversa em dezembro de 1998). Morocco sentiu que era um nome apropriado para esse estilo que era unicamente americano em sua abordagem de fusão, já que não representava acuradamente nenhuma tribo em particular de nenhum lugar específico. Mesmo naquela época, confusões a respeito do que estava sendo apresentado na Califórnia cresciam.

O próximo passo em direção a interpretação atual da Dança do Ventre Estilo Tribal Americano veio de uma das alunas de Jamila, Masha Archer..."

Vou colocar também uma conversa que eu tive com a Aline logo da primeira vez que publiquei esse texto no orkut, em 2009, que acho que também esclarece algumas questões: 

"Então, essa informação de que nem o Bal Anat e nem o grupo da Masha eram considerados "tribal" em suas respectivas épocas na verdade eu peguei em um intensivo da Jill Parker em que ela falou isso claramente e com todas as letras. Porque aparentemente essa é uma concepção errada que também rola nos EUA. Mas você está certa que o visual folclórico sem ser tradicional já estava lá em ambos os grupos. 

Quanto às inovações feitas pela Masha e que depois a Carolena também abraçou, eu peguei tudo no Tribal Bible mesmo. Tem uma entrevista com a Masha e uma com a Carolena que realmente não deixam margem pra dúvidas. A Masha saiu escondendo o cabelo e as pernas das dançarinas, colocando elas pra improvisar em grupo e tudo isso a Carolena também usou depois que começou a dar suas próprias aulas. Mas pelo que a Jill falou lá no intensivo, esse estilo nunca foi chamado de tribal até virar mesmo "ATS". Por isso que chamam a Jamila de "avó do estilo tribal", porque ela começou uma coisa que deu origem a outra, que deu origem ao tribal...

Lá no site do Fat Chance tem um texto que é bem legal falando de como começou o grupo, e lá inclusive fala um pouquinho do que era o estilo da Masha:

http://www.fcbd.com/about/"

É engraçado porque mais e mais eu vejo material de fora mesmo com coisas do tipo "quando Jamila criou o estio tribal..." e me parece um pouco desonesto esse tipo de afirmação, já que na época parece que nem mesmo ela pensou em fazer nada além do que dança do ventre. Enquanto eu não encontrar uma pronunciação da Carolena Nericcio sobre o assunto, ou enquanto ela não lançar seu livro com tudo sobre o estilo tribal, eu prefiro ir com as versões da Kajira e da Jill Parker. Bom, espero ter ajudado de alguma forma e se tiver mais alguma coisa que vocês queira perguntar, e eu souber onde procurar a resposta, é só falar!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mitos do Tribal

Estou voltando agora depois de um tempo afastada por conta de viagens e projetos novos (depois conto sobre isso!) mas estava com saudade daqui!:) Vou começar transferindo tudo do blog do meu Multiply pra cá, pois vou fechar a conta por lá. Não dá pra manter 300 redes sociais ao mesmo tempo, e por enquanto minha prioridade é o blog! Começo por um texto que já tem divulgado em alguns lugares, mas não aqui ainda, por isso aí vai!


Mitos do Tribal -


Alguns mitos que circulam os meios do tribal no Brasil:

1) Pra dançar tribal tem que fazer carão.

No estilo tribal original, o ATS, as dançarinas simplesmente expressam o que quer que seja que estão sentindo. Se estão felizes, vão sorrir. Se é uma música que inspira uma expressão mais séria, vão ficar de acordo. A interpretação do tribal fusion com "carão fechado" foi a de um grupo (contingente tribal do BDSS), em uma época (2005 senão me engano), que já até passou. Mas por ser provavelmente o material mais famoso de tribal de que temos notícia, tem muita gente que ainda acha que pra dançar tribal tem que fechar a cara. Nada a ver. Muito pelo contrário, é uma dança muito abrangente em termos de expressão.

2) O Tribal foi criado pela Jamila Salimpour (ou pela Masha Archer).

Esse circula não só pelo Brasil, mas também pelo exterior. O grupo da Jamila Salimpour, o Bal Anat, não era e nunca foi intitulado como tribal, nem por ela nem por ninguém. Era simplesmente um grupo que, nos anos 60 se não me engano, reproduzia e fantasiava em cima de estilos tradicionais de danças orientais em feiras pelos EUA afora. Aí, a Jamila Salimpour teve como uma de suas alunas a Masha Archer, que trouxe alguns dos conceitos que serviram como base para Carolena Nericcio, sua aluna, criar aí sim o "Estilo Tribal". Entre alguns desses conceitos que Masha difundia estavam o uso das pernas cobertas, a cabeça envolta em turbantes, a dança em grupo improvisada e as formações em grupo apropriadas para serem vistas de uma longa distância, como em um palco. Carolena, por ser aluna da Masha, já tinha essas idéias em mente quando começou a dar aula para seu pequeno grupo de alunas, mas reparem que nada disso ainda tinha o nome de "tribal". Era só a interpretação delas da dança oriental. Na verdade, a Carolena no começo nem sabia que esse "estilo" delas era diferente dos demais. Mais tarde, quando elas começaram a aprimorar essas idéias, foi que alguém sugeriu que elas dessem um novo nome para o que estavam criando, e foi aí que surgiu
o título propriamente dito de "Tribal" ou, mais especificamente "American Tribal Style", conhecido pela sigla "ATS". A mãe do tribal é a Carolena Nericcio, não existia "tribal" antes dela.

3) Para fazer tribal fusion tem que saber fazer ondulações e peripécias abdominais, basta estudar os vídeos da Rachel Brice.

O Tribal Fusion é uma derivação do ATS. As principais características do ATS são (não listados em ordem de importância):

1. Os trajes ricos e que valorizam as qualidades femininas e da dança sem expor excessivamente o corpo;

2. A postura orgulhosa e o trabalho de braços e mãos com influência do flamenco;

3. A improvisação coordenada em grupo;

4. A atitude com que as dançarinas entram no palco, sua postura é de dançar para se divertir e não necessariamente para o público numa atitude de flerte ou "conquista";

5. Um senso de ligação com a terra e a natureza, os movimentos e trajes favorecem uma imagem menos "leve" e mais "tribal". Usa-se pouco a meia ponta, tecidos e trajes leves e sintéticos abrem lugar para mais "pesados" e naturais;

6. Um vocabulário de passos fechado e pré-estabelecido previamente ensaiado e comum a todas as dançarinas do estilo, salvo com pequenas diferenças entre um grupo e outro.

O Tribal Fusion se utiliza de alguns desses aspectos do ATS para criar uma dança nova. Portanto, o TRIBAL fusion, como o próprio nome já diz é a mistura do TRIBAL (ATS) com alguma outra coisa. Se não tiver NADA a ver com ATS, então não é TRIBAL fusion, simplesmente FUSION. Uma dançarina de tribal fusion, deve tomar do ATS, necessariamente, a postura, por ser uma das características mais marcantes do estilo. Tem que conhecer, mesmo que depois não utilize, uma parte desse vocabulário do ATS, senão não tem porque se chamar de tribal, entendem onde quero chegar?

TODAS as bailarinas de tribal fusion que conhecemos e amamos, por mais que algumas (como a Zoe por exemplo) não tenham estudado profundamente o ATS, tem familiridade com o estilo, conhecem e praticam a postura e a filosofia geral do troço...senão não tem por onde ser tribal! Um traje não faz de você tribal, nem uma música. O que faz de você tribal é saber de onde veio, estudo, ralar! Como em qualquer outra dança....um tutu não faz de ninguém uma bailarina...

4) Qualquer fusão de dança do ventre é tribal.

Meio que batendo na tecla do último mito, mas vamos lá. Ao contrário do que muita gente pensa, a Tempest, por exemplo, não é do tribal. Ela á gothic Bellydance, fusão de dança do ventre com estilo gótico. Nada de tribal, nem postura, nem trajes. É diferente, mas não é tribal. É fusão, mas não é tribal! Outro exemplo, se vocês procurarem vídeos da Anasma no youtube. Ela faz umas fusões com elementos teatrais, de hip hop, coisa fina. Novamente, é fusão, mas não tribal! Da próxima vez que assistirem um vídeo da sua bailarina preferida, tentem identificar onde está o tribal no “tribal fusion” dela. Com certeza vão achar! Quando não acharem, provavelmente, é porque não existe em nada além do nome! Não há nada de errado com isso apenas, vamos dar o nome certo pro estilo que a gente se propõe a representar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Agradecimentos


Hoje me senti inspirada a escrever sobre gratidão. É meio brega, mas fazer o quê, acho que estou emotiva.
 Depois da formatura das alunas do studio onde dou aulas em Santos (e de dois dias de febre, garganta inflamada e uma bezetacil - ok, isso não tem nada a ver com o tópico! :P Ou talvez tenha) percebo mais uma vez o quanto é bom perceber o desenvolvimento de alguém que fez ou faz aulas com você. Saber que você ajudou alguém de alguma forma. Para mim isso é muito gratificante. Além disso, depois de um certo tempo percebo que todo profissional quer mais é ser reconhecido por aquilo que faz. Se o profissional for bom, temos que agradecer mesmo! Eu acredito que ninguém chega a lugar nenhum sem vontade, por melhor que seja o professor. Como aquela frase que diz que ninguém ensina nada a ninguém, são as pessoas que aprendem. De toda forma agradeço de montão às pessoas que facilitaram e facilitam essa jornada de auto-conhecimento que a dança representa para mim. Professor que guarda conhecimento para si não ajuda ninguém. É preciso uma dose de generosidade para compartilhar o que se aprende ao longo de uma vida. Por isso, coloco as pessoas que tiveram um impacto mais significativo na minha dança. Não em ordem de importância (pois acredito que isso seria impossível!) mas aleatoriamente. Um trabalho bem feito sempre merece reconhecimento e divulgação! :D E nunca se sabe quando alguma dessas pessoas pode ter um impacto tão significativo na sua jornada quanto teve na minha!;)

Começando pelo começo, Jannah El Havanery, minha primeira professora. Acho que a primeira a gente nunca esquece! E tenho suspeitas de que se não tivesse caído nas mãos de uma professora dedicada logo no começo, não teria seguido em frente com a dança, desistindo depois de alguns meses. Continuando, Jade El Jabel deu uma revirada nos meus conceitos! Embora não seja bailarina de tribal, é bailarina porreta, professora sincera, e me proporcionou super insights durante as aulas. Pra quem sabe do que estou falando, também sabe que esse tipo de coisa não tem preço!;) Mais recentemente fiz algumas aulas com a Luana Mello, que em pouco tempo me permitiu bisbilhotar a dança sob a sua ótica pessoal. Isso é uma coisa que eu AMO quando faço aulas, ser capaz de perceber a visão da pessoa sobre a dança. Geralmente é isso que me leva a querer fazer aulas, workshops, etc, e não simplesmente pegar uns passinhos novos. Passinhos a gente pega no youtube, faça-me o favor! De qualquer forma, acredito que tiramos alguma coisa de todas as aulas que fazemos na vida. Mesmo quando não gostamos de alguma coisa, ela lhe acrescenta de alguma forma, nem que seja para saber o que não se quer fazer!

Chegando finalmente nas tribais, Frederique e Sharon Kihara são minhas "mestras" (odeio esse termo mas nesse caso sinto que se aplica bem!) A primeira me ajudou de uma forma que não consigo nem mensurar, até hoje, depois de dois anos que fiz suas aulas ainda tiro muita inspiração de tudo que ela me passou. Ela foi a primeira professora no tribal com quem tive contato direto, e me inspirou e ajudou de um jeito que, ah, não tenho como explicar! Sharon também teve um impacto imenso na minha dança. Me passou coisas super valiosas, de maneira mega generosa. Não tem coisa melhor do que receber ajuda e incentivo de quem a gente mais admira! Carrego um pouquinho de cada uma comigo! Por isso, agradeço a todas as minhas professoras e a todas as professoras competentes por aí, o que vocês fazem por nós não tem preço!:D

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Naturalmente

Mês passado fui assistir no SESC o  espetáculo mais recente do Antonio Nóbrega, chamado "Naturalmente". Pra quem não conhece ele, uma pequena biografia tirada deste site:

"Antonio Carlos Nóbrega (Recife PE 1952). Ator, dançarino e músico. Artista múltiplo, escreve, atua, dirige, dança, compõe, canta e toca instrumentos. Através de seus espetáculos divulgada a cultura e o imaginário nordestino.

Até os 18 anos, o artista, filho de um médico que incentiva os pendores artísticos da família, cultiva apenas as manifestações da música erudita. É convidado, então, para integrar o Quinteto Armorial, idealizado por Ariano Suassuna, um dos mais importantes grupos a criar uma música de câmara erudita brasileira de raízes populares. Toma contato, a partir dessa época, com diversos artistas populares e começa a estudar intensamente a música, as danças, a maneira de representar e cantar desses brincantes brasileiros."

Depois disso, ele desenvolveu diversos espetáculos e projetos, sempre com intuito de divulgar a arte popular brasileira. O "Naturalmente" é um espetáculo educativo de dança e música ao vivo com trechos em que ele mesmo fala sobre as danças e ritmos brasileiros usados e sobre algumas curiosidades, como o motivo do título do espetáculo.

O espetáculo é lindo, a música ao vivo impecável, assim como as danças. O elenco é composto por ele, duas bailarinas e oito músicos. Uma das meninas fez um solo que parecia ter um pouco de influência de flamenco, que foi maravilhoso! Pena que não tem em lugar nenhum pra assistir... Mas o mais interessante para mim, foi ver como ele dá roupagem nova ao folclore, ao que é "velho". Mesmo modernizando, misturando influências e referências na dança, quem assiste ainda é capaz de ver qual a raiz de tudo, a essência das danças permanece ali, mesmo em meio à toda a fusão que ele faz. Isso não é mágico? rsrs Fazer uma coisa dessas requer muito talento!

Outra coisa que sempre me impresiona nesses espetáculos mais "formais" de dança é a leveza e o preparo dos bailarinos. Fazer o impossível parecer sem esforço, natural. Isso é pré-requisito pra quem dança, é fato. Me faz pensar (mais ainda!) na importância de seguir uma rotina de treino com disciplina.

Bom, é isso... Pra quem quer ver fusão bem feita e com muito estudo e conteúdo, está mais que recomendado! Me lembrei muito da colega querida Kilma Farias, com suas fusões tão homogêneas de tribal com ritmos regionais brasileiros!

Deixo dois vídeozinhos do espetáculo "Naturalmente", nenhum com dança dele porque não achei, mas com dança das meninas que também mandam bem demais!




segunda-feira, 5 de julho de 2010

Comparações

Essa semana me vi pensando numa questão que acho bem difícil de lidar: a comparação com outros artistas. Acho que já temos essa tendência naturalmente, e nas mulheres ela se faz maior ainda. O fato é que a comparação não leva a lugar nenhum! Ela não é saudável, não te faz crescer e muitas vezes ainda te faz sentir mal consigo mesmo. Cada um tem seu jeito de se expressar, de viver a vida, de usar a roupa, de ser! Lutem contra essa tendência quase irresistível que temos de viver nos compararando com os outros. Falo por experiência própria que essa é uma batalha constante, e parece que nunca tem fim (acredito que não tenha mesmo!). Mas realmente não é caminho pra nada. Quando você vive se comparando aos outros, acaba vivendo à sombra daquelas pessoas e nunca abre espaço para falar com sua própria voz. Ou (nem sei o que é pior!) você acha que é melhor do que todos e deixa que isso seja o principal guia para suas manifestações artísticas. Como podem ver, a comparação é mãe de muitos males! E até mesmo nos mal afamados concursos de arte, ganhar o primeiro ou último lugar não é sinônimo de nada, nem de qualidade nem da falta dela. Então, também não é termômetro confiável! Enfim, seja lá o que você faça, não faça para superar os outros. Faça para superar a si mesmo e você encontrará um caminho muito mais florido!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A música para Tribal Fusion

Ouço muita gente reclamar que acha difícil encontrar músicas pra dançar, e ás vezes me perguntam como achar músicas novas para se apresentarem. A verdade é que fazemos parte de um estilo de dança que é dos mais democráticos em termos de escolha de tudo, inclusive musical. Não tem nenhuma razão no mundo para dançarmos sempre as mesmas músicas, a não ser que essa seja a sua preferência pessoal.

O que eu costumo dizer é que o critério para essas escolhas deve ser sempre o coração. Escolha músicas que você ama, que te tocam de alguma forma. Procure entre as músicas que você costuma ouvir normalmente, fora do âmbito da dança. Muitas vezes tem verdadeiras pérolas só esperando para serem dançadas! Não se preocupe se alguém já dançou ou não aquele estilo musical, se vão achar que é estranho você dançar aquilo. Nosso estilo é estranho! O importante é escolher músicas com as quais você sinta uma ligação, e não somente as músicas que você acha que servirão bem pra sua apresentação. Tem que ter um algo mais. Se a música que mexe com você é daquelas "baciadas" que todo mundo já dançou, também não precisa se preocupar! Se ela realmente te toca, você certamente achará uma maneira diferente de interpretá-la, pois ninguém sente as coisas exatamente do jeito que você sente.

Porém, existem alguns cuidados a serem tomados na escolha da música. Primeiro, se a música tiver letra, saiba sobre o que fala e preste atenção se o que é falado combina com a sua intenção ao dançar. Geralmente a letra da música ajuda bastante a dar o tom da apresentação, você pode até brincar com algumas coisas faladas na letra enquanto dança, contanto que não vire mímica! Voltando a questão de conhecer a letra, mesmo que ela seja em outro idioma, com a internet e os youtubes da vida nunca se sabe quem vai assistir o nosso vídeo. Por isso, todo cuidado é pouco com músicas cantadas!

Fora esse cuidado com as letras, também devemos tomar cuidado com o lugar em que vamos dançar na hora de escolher a música. Talvez não seja uma boa idéia escolher uma música muito maluca, por exemplo, pra dançar em um local onde o público seja totalmente leigo em tribal. Melhor guardar as experiências mais ousadas para um público que seja mais amistoso, como por exemplo pessoas que já sejam da área da dança ou amigos que tem mais condições de entender o que você está fazendo.

Fora isso, realmente o céu é o limite na escolha musical. Bom senso e bom gosto também ajudam bastante nessa hora! Deixo aqui alguns vídeos com escolhas musicais nada óbvias! Embora o primeiro não seja de tribal, acho que ilustra bem esse tópico!

Petite Jamilla dançando uma música do Counting Crows, uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos! Ficou meio hipnótico, se não fosse pela pentelha fazendo lililili altão várias vezes! *_*


Aqui eu dançando uma música de outra banda das preferidas, Arctic Monkeys. Essa foi escolhida meio sem querer, quando fui ver já estava dançando! Acho que ela que me escolheu! ;) Ah, e só pra constar, não considero esse momento como um dos meus mais tribais, muito pelo contrário. Mas tá no fusion então tá valendo! rs

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Review - Serpentine

Serpentine é o muito aguardado DVD novo da Rachel Brice. Ganhei de aniversário de uma amiga querida junto com uma camiseta chique e oficial da Rachel, nessa foto - "Bitter Oriental" é um nome que a Rachel gosta de usar para se referir ao tribal, algo como "oriental amargo". Li no novo blog dela, que achei pelo blog da Marília.  

Primeiro DVD

O dvd é duplo e tem 4 horas de duração, 2 horas pra cada disco, tem que ter muito apetite pra fazer numa tacada só!

Ela começa com uma revisão nos 10 pontos principais de uma boa postura de dança, o que eu achei bem interessante pois a postura que ela usa normalmente é muito mais erguida do que a que eu costumo usar. Ao que me parece, ela faz algum uso das costelas, coisa que sempre achei ser um "não" com letras garrafais no beabá da postura...Vivendo e aprendendo!

O dvd é muito bem organizado, as instruções são claras, a locação e iluminação são agradáveis e o dvd todo é super bem produzido, muio mais do que os anteriores dela.

Yoga

Como não poderia deixar de ser, depois da explicação sobre postura tem uma prática de yoga de uns 30 minutos, começando com respiração (que achei ser dispensável num dvd de dança). A prática é bem estruturada e vão aparecendo os nomes das posturas na tela, o que ajuda bastante pra quem não tem familiaridade com elas. O que mais me impressionou aqui é ver a força que essa mulher tem executando as posturas, como se não exigissem nenhum esforço! Mas, uma coisa que devemos lembrar é que a Rachel é uma yogue experiente, e nem tudo que é bom pra ela será bom para todos na prática. Algumas posturas podem ser muito fortes para algumas pessoas. É importante lembrar disso quando se faz qualquer aula - que nem todos precisam fazer tudo do jeito que o professor faz.

Fortalecimento para as pernas e Treinos

Aqui ela mistura padrões de movimentos de pés clássicos da dança do ventre em forma de treinos para fortalecer as pernas. Gostei de ver uma variação do camelwalk (movimento de ATS). Mas dá pra perceber claramente a influência da dança do ventre "old school", cabaret, nos movimentos e até no visual dela. Ela vai acrescentando elementos que formam pequenos combos. Seria legal se ela fizesse essa parte de costas para a camêra e de frente pra um espelho (a pessoa aqui com problema de lateralidade se perdeu inteira em algumas viradas!). Ela não explica a técnica dos movimentos básicos, portanto quem quiser essa parte é melhor buscar no primeiro dvd dela, o "Tribal Fusion Belly Dance".

Treinos de Isolamento

Aqui é mais divertido ver a Rachel menos séria, mais parecida com o jeito dela nos palcos atualmente. Até então ela estava uma seriedade só no dvd! Ela vai passando isolamentos diversos e misturando com padrões de andadas. Estão inclusos ombros, duas técnicas diferentes de ondulação, torso, busto, redondos de quadril, etc. É quase como se estivéssemos nos bastidores da dança, vê-la sem a parafernália dos trajes e ainda assim com um magnestismo absurdo, quase hipnotizante quando faz os movimentos. Só prova que ela não precisa de tudo aquilo pra ser incrível!

Treinos de Shimmi

Não é explicada nenhuma técnica de shimmi. Ela sobrepõe o shimmi solto com braços, busto, ombros, ondulações, outros movimentos de quadril e pés. O bom aqui é que dá pra entender algumas sobreposições que não conseguimos durante as apresentações, já que ela faz de forma mais clara pra gente acompanhar. Bem bacana pra quem já faz shimmi sem maiores problemas e está buscando padrões diferentes pra sobrepor.

No final, tem outra prática compridinha de yoga pra finalizar e acalmar - uns 20 minutos. Ela também dá sugestões de como combinar os treinos do dvd para quando você tem mais tempo ou menos tempo, super útil.

Segundo DVD

No segundo dvd, ela passa duas coreografias, uma lenta e uma rápida, ambas com aquela pegada balkan que tem caracterizado o trabalho do Indigo nos últimos anos.

Novamente ela não explica básicos de técnica nenhuma, mas usa algumas das técnicas trabalhadas nos treinos do dvd anterior. Ela faz tudo de costas pra câmera e de frente pro espelho, o que é ótimo! Dá bastante tempo pra treinar os combos, primeiro em outra música sem ser a da coreografia e depois na música da coreografia.

O que eu realmente gostaria de ver seria explicações sobre o porquê das escolhas dos movimentos, da leitura musical, enfim, explicações que ultrapassassem o âmbito das técnicas nas coreografias. Acho que não falar sobre isso faz parte do estilo dela, nos dois works que fiz e nos works que minha amiga fez esse ano, ela nunca se prendeu muito a explicações pessoais desse tipo. Sinto falta dessas coisas quando estudo com alguém.

Uma coisa bacana do dvd é uma mini aula sobre cambret, ou backbends como eles chamam. Ela explica que você precisa subir para descer, em vez de "dobrar" para descer, como muitas vezes vemos as pessoas fazerem. Mais uma vez é impressionate vê-la falar enquanto demonstra a técnica como se não fosse nada difícil! rsrs Tem também uma sessão de yoga voltada para os backbends (ou retroflexões), algumas explicações sobre os básicos da teoria musical, padrões de pés e de braços, respiração na yoga e duas performances completas com figurino, além da demonstração das duas coreografias com figurino também. Uma das performances é com a mesma música da coreografia que ela ensina, só que com movimentos diferentes e provavelmente de improviso, que já é marca da Rachel. Bom pra ver duas maneiras de fazer a leitura da mesma música.

Conclusão: esse dvd tem tudo (ou quase tudo)! Basicamente, é o mais próximo que se pode chegar de uma aula da Rachel sem fazer uma aula com a Rachel. Com certeza o dvd é mais voltado pra quem já sabe o básico e está buscando avançar e praticar. Mas, o que eu acho mais legal de tudo é ver que não existe fórmula mágica para o sucesso. A Rachel definitivamente honra sua tattoo, um sutra da yoga que diz: "A prática se firma depois de ter sido cultivada adequadamente e initerruptamente por muito tempo". Isso é visível em cada movimento que ela demonstra. O nível de execução que ela alcançou na técnica é impressionante e inigualável,  misto de um talento natural com muito treino e muito esforço. É bem claro que não tem nada a ver com sorte ela ter chego aonde chegou. E isso eu acho bastante inspirador.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Expressão no ATS

Acabei de ler um post super interessante da Carolena Nericcio no blog dela. Ela fala um pouco sobre a expressão facial no ATS.

Ela explica como as mulheres ouvem no decorrer da vida que ficam mais bonitas sorrindo, e que isso tem a ver com a maneira que as pessoas se sentem quando vêem um sorriso. Basicamente, quando você sorri, faz com que aparente mais receptiva na comunicação com os outros. E como performer, isso faz toda a diferença. Como humanos, somos levados a observar a expressão facial para o início da comunicação. Se a expressão muda o tempo inteiro, a tendência do interlocutor (ou público) será continuar observando, até que ela se estabilize. Isso, como se pode imaginar, tira a atenção do foco principal (que é a sua dança) e mais ainda quando se trata de um grupo. Essa é a razão para a expressão neutra e agradável no ATS. Faz sentido, não? Segundo Carolena, se o grupo consegue manter uma expressão positiva e constante, o público começará a prestar atenção no grupo como um todo e em todos aqueles trajes bacanas e carésimos nos quais você investe para dançar.

Outra coisa interessante que ela fala é que, quando você sorri de lábios fechados, dá a impressão de careta, tédio ou sorriso afetado. Eu já percebi muitas vezes que o sorriso de boca fechada não dá tão certo quanto a gente imagina quando está com ele! rs De qualquer forma em outro momento vou rever algumas das minhas apresentações favoritas e observar esse lance da expressão "neutra e agradável". É importante reparar que ela estava se referindo mais especificamente ao ATS quando escreveu isso, mas acredito que grande parte se aplique ao solo também! Vale pensar a respeito, e pra quem quiser dar uma olhada no post original dela, e até opinar - ela pede opinião!:) - aí vai o link direto pra essa postagem aqui.

Tenham uma boa semana! :D

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Favorito do Fest!

Ai, ai... Último post sobre tribal fest, prometo! Depois de algumas decepções, meu vídeo preferido esse ano - pelo menos dos que entraram até agora, acho que não devem faltar tantos assim - foi de certa forma o mais óbvio, mas nem tanto! FatChance arrasou. Ponto. Carolena sabe fazer um show. Não assiste aqui não, vai lá no youtube que dá pra ver em tela cheia de tão boa que tá a imagem do vídeo. O que é aquele solinho dela com aquela flautinha, o beatbox e as meninas de fundo? Coisa linda! ATS em seu melhor!

 

Parte 2


E, finalizando, uma que nunca foi das minhas favoritas mas tá quebrando tudo! Meu vídeo preferido depois do FatChance, tenho curtido muito ver ela dançar ultimamente e ela foi fantástica aqui, a segunda dançarina do vídeo, Sherri Wheatley. Ah, esse também dá pra ver em tela cheia no youtube :D

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Tribal Fest 10 (pt.3)

Terceiro dia do Tribal Fest

"Hoje só tenho a ultima classe do intensivo da Rachel. Aqui ela pediu que ensinassemos os movimentos que criamos ontem em dupla a outra dupla e combinassemos todos os movimentos...foi realmente um desafio, criar as transições entre as duas combinações, ensinar nosso padrão e aprender o da outra dupla...O bicho pegou quando ela pediu que depois disso. pegassemos 4 tempos disso tudo e fizessemos ao contrario, como o rebobinar de um video. (na foto, Ana com Kajira Djoumahna, diretora do Black Sheep Bellydance e organizadora do evento)

Depois de um tempo enorme onde todos lutavamos para conseguir fazer isso ela falou que essa sensação de frustração e insatisfação que sentiamos que sentiamos fazia parte do processo de criar algo artisticamente novo...ao invés de simplesmente copiar os movimentos de outra pessoa...algo dificil, desafiante mas necessario no "criar arte".

Os Shows

Sexta, sabado e domingo são dias de show no Tribal Fest. Muita gente explorando propostas novas. Esse ano não filmei muitas coisas porque queria assistir mais (se você filma você não assiste direito) Os que mais gostei? Adivinha?? É logico, a Rachel Brice, linda....a Kami Liddle, Heather Schoopman, Urban Tribal, King Chuck and the Chuchetes, Frank Farinaro...e algumas outras apresentações de pessoas que eu nem conhecia...É como se você conhecesse uma grande familia de pessoas que gostam das mesmas coisas que você...é uma experiencia forte, cansativa também porque sao muitas horas de show, não dá para ver tudo...mas acima de tudo uma experiencia muito enriquecedora.

E o que mais me amedrontava...dançar naquele palco...foi uma experiencia muito linda....

Me preparei nos dias anteriores dançando um pouco de improviso no quarto de hotel com o mp3 no ouvido. Fui percebendo que dia a pos dia com a convivencia diaria com as pessoas e assistindo os shows eu ia me sentindo mais a vontade e melhorava pouco a pouco.

Eu só danço de improviso, isso dá medo porque você nunca sabe o que vai acontecer. Escolhi a conselho da Mariana uma musica que já tinha dançado....isso foi muito bom por que eu já estava sentindo a musica como parte de mim.

No dia acordei cedo...me maquiei e fiz o cabelo no hotel, dancei mais um pouquinho no quarto antes de sair.Fui a pé causando super maquiada na rua e cheia de penas no cabelo.

Lá na sala camarim do Tribal Fest terminei de me arrumar e me senti muito bem vendo que ficar nervosa e com medo antes de entrar no palco é natural e que nisso somos todas irmãs. Recebi elogios sobre a minha roupa ...isso me deixou um pouco mais confiante....as americanas são muito gentis. Eu ia dançar 12:00 no domingo.

Quando chegou a minha vez....respirei fundo...subi naquele palco lindo e colorido...e... não tenho a minima ideia do que fiz....tentei sorrir e passar para o publico a alegria que aquelas musicas me passavam ( fiz uma montagem com A la Lune do Cirque du Soleil e Wanderlust do Abney Park).

Lembro de ter pensado que fiz muito os mesmos movimentos...sempre penso isso....sai com o coração batendo muito forte e ....quando no fim do dia consegui ver meu video vi que não fui tão repetitiva e monotona como tinha pensado e até que gostei do que fiz...eu estava natural e fluida...ufa!

Foi como se eu tivesse ultrapassado uma barreira...a barreria do não posso, do não sou boa o bastante...e entrasse finalmente para a minha tribo querida do "simplesmente adoro dançar e sou assim"

É isso...momentos bons, misturados como momentos extressantes...mas tudo definitivamente valeu a pena!!"


Ana arrasando no Tribal Fest! (pra quem quiser ver o vídeo dela, está no tópico "Tribal Fest 10")

Tribal Fest 10 (pt.2)

Ana Lua e Mizzz Rachel Brice!

Demorou um pouquinho mas recebi as novidades fresquinhas tribal fésticas da Ana Lua, minha amiga que foi pra lá esse ano. A Ana foi pela primeira vez em 2008 comigo e depois voltou em 2009 e, agora, em 2010. Ela não trabalha com dança, mas como tatuadora e fez muitas das minhas tattoos e mais um monte em amigas minhas! Pra quem interessar, o site dela é esse. Como aluna, ela é super dedicada e por estar comigo há uns três anos, pude assistir de pertinho essa dedicação traduzida em um desabrochar na dança! :D Desbravou o palco do TF esse ano, única brasileira por lá dançando! E aí vão suas experiências no festival:

Primeiro Dia, Primeira Aula com a Rachel

"Chegamos um dia antes do festival...aviso aos navegantes...a viagem é cansativa ( 10 horas o primeiro voo, 4 horas o segundo...que se atrasou 3 horas) esse primeiro dia foi só para descansar e comprar algumas coisas no mercado. Ficamos no Fairfield inn Marriot que fica a uma caminhada de meia hora para o Tribal Fest (6 dias para um casal: por volta de $900).

Primeiro dia do Tribal Fest...intensivo da Rachel Brice...me surpreendi, ela é super simpatica ( para mim ganhou o troféu de Fofa do Tribal Fest. Começou com um pouco de yoga (que me surpreendi também por ser suave e muiiito bem vinda ao meu corpo cansado da viagem) Depois ela deu alguns movimentos soltos ao som de um delicioso rock antigo....deu para perceber que os movimentos para ela nascem de uma maneira natural que abraça a musica.

Depois ela deu algumas combinaçoes simples mas muito saborosas...e terminou com um relaxamento e mantras....

Depois da aula da Rachel fui para a classe da Mardi Love, o tema era novas combinaçoes...eu tinha amado o que fiz o ano passado no Brasil. Para me poupar nao fiz o aquecimento, já estava aquecida. Gostei desse workshop também...foram varios movimentos que espero aproveitar e usar mais tarde.

Ela criou algumas variaçoes de movimentos que eu já havia feito na aula da Mariana como o Egyptian e o Moroccan Campfire, unindo esses movimentos...Alguns dos movimentos eram parecidos com alguns da classe da Rachel...dá para perceber como essas duas andam sempre trocando figurinhas...foram tantas combinaçoes que comecei a me perder um pouco...entao comecei a intercalar momentos onde eu seguia os movimentos com outros onde eu filmava...para poder ter como referencia para estudar depois. Adorei esse workshop.

Cansadissima...fui para a aula da Ariellah...era um intensivo de 4 horas, e estava morrendo de fome mas não deu tempo de comer nada. no meio da aula dei umas mordidas numa barra de cereal...isso me salvou!

Aqui ela frizou a importancia da expressão e intensão na dança...a comunicação com o publico e de tentar sentir o que a musica comunica para você e tentar passar essa emoção através do seu corpo.

Aqui eu tive um problema...ela passou movimentos que para mim eram um pouco complicados... sobreposições de isolamentos e locomoções um pouco rapidas...eu estava muiiito cansada...então fiquei tão preocupada com os movimentos que a expressão ficou para tras...acho que para mim seria mais facil tentar colocar sentimentos e expressão na dança se os movimentos fossem simples e eu não tivesse que me preocupar com eles.

Ah...livro recomendado pela Rachel e a Ariellah: The intimate act of choreography (parece que tem na Amazon) e a Rachel também recomendou um dvd chamado Yoga Therapy.

Conclusão desse primeiro dia...amei todas as classes, só a ultima é que não aproveitei tanto por causa do cansaço, 8 horas de classes num dia é meio que loucura...mas valeu a pena...

Houve momentos, principalmente no work da Ariellah em que me senti desajeitada, acho que isso é normal, troquei algumas poucas palavras no meu ingles caiçara com algumas das outras tribalistas...isso foi bom para que eu saisse um pouco da concha...Fiquei super nervosa por causa do domingo....me inscrevi para dançar, e como ser muiiito humano que sou, perto da Rachel, da Mardi e da Ariellah me senti muito pequena e me enchi de questionamentos...mas acho que faz parte. Ter pessoas que você admira muito a sua volta faz realmente você se esforçar mais."
 
Segundo Dia Tribal Fest
 
"Depois de uma boa noite de sono...fui para o Tribal Fest...uma das primeiras coisas que você aprende é como pedir carona...consegui uma e isso me poupou uma bela caminhada.

Segundo dia do intensivo da Rachel...meu Deus como ela é simpatica, amei essa mulher! O aquecimento com yoga foi um pouco mais puxado mas acho que estou evoluindo...aguentei bem. O primeiro tema de hoje...back bending (cambret) algo que nunca consegui fazer muito bem. Ela usou a espressão : "Go to the gold" para descrever um movimento de subir o peito e ir esticando as costas para tras....num movimento imaginario de passar por cima de algo para pegar o ouro lá atras....não sei se consegui descrever direito...mas o resultado foi que consegui fazer o back bending um pouco mais amplo e perfeito que o que normalmente faço.

Ela falou também de como as vezes no tribal os braços ficavam estaticos e sem vida nas posturas e posições "corretas" do tribal e pediu que deixassemos os braços brincar um pouco nos movimentos.

Depois ela começou a falar sobre os componentes de um movimento e pediu que criassemos em dupla um padrão de movimento para os pés bem simples...depois pediu que adicionassemos a esse padrão alguns isolamentos, depois adicionassemos um padrão de braços e por ultimo que adicionassemos um giro ou mudança de direção.

No final da aula ficamos em circulo ao redor dela seguindo os movimentos dela...foi magico...ela é demais (tudo bem...é verdade...fiquei babando)

Relaxamento e mantras de final.

Depois foi o work da Kami Liddle, gosto de estudar os movimentos dela em video e em 2008 já tinha feito uma classe dela no Tribal Fest.

Ela estava com o pescoço travado...o que combinava comigo (nesse dia eu estava com o ombro e o pescoço bem doloridos)

Ela falou como descobriu o lance de conectar os movimentos deixando a energia fluir...como se uma bola de energia fosse se movimentando pelo corpo...o como suas antigas professoras lhe falavam sobre ela ter que terminar os movimentos (Eu já escutei isso antes, né Mariana?) e que esse fluir de energia ajudou ela a conectar movimentos mesmo que incompletos. Dai eu me toquei que já tinha sentido que os movimentos dela tinham algo como o Taichi chuan , um eterno fluir e penetrar de um movimento no outro. Ela passou as combinações um pouco rapido demais e me perdi um pouco...de novo filmei um pouco para estudar depois.

Finalmente depois desses dois workshops eu estava livre e deu para ver um pouco das barracas de roupas...coisas lindas que no dia anterio só pude er de relance correndo entre as aulas...agora deu para olhar com calma e comprar um pouquinho.

Além das tradicionais calças melodias, as saias e acessorios para its e ats, muitas calças curtas com babados, alguns cintos e acessorios inspirados na época vitoriana com sobreposições de renda nos cintos e saias e coletes lindos, brincos enormes de prata. Os preços eram altos e é preciso escolher bem e com cuidado."


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mais vídeos TF10


Ao que tudo indica esse é o canal oficial no youtube: http://www.youtube.com/user/TribalFest10

E aqui tem vários vídeos também: http://www.youtube.com/user/sonomamagic#p/u

Agora só ir checando sempre pra ver as novidades! E não custa nada procurar no resto do tubão também que muita gente coloca vídeo!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tribal Fest 10

Sim, sim o Tribal Fest acabou de acabar a agora ficamos só na expectativa dos vídeos! :P Infelizmente muitos que saíram até agora estão com a imagem bem ruinzinha, quando os "oficiais" começarem a sair a coisa melhora um pouco! O legal é que como é o maior e mais importante festival, todo mundo se prepara bem e capricha um pouco mais para o evento, o resultado muitas vezes fica perceptivelmente especial.   A seguir os meus favoritos até agora!

Fat Chance Belly Dance - Trecho da apresentação delas, o FCBD estava surpreendentemente clean, sem sutiã de moedas e com pouquíssimos adereços no quadril. As saias estão lindas :P Sem música ao vivo esse ano, com um batidão eletrônico que tem a cara do Solace. Pode ser que seja do cd novo, Gorgon Days... Essa eu não conheço!



Ana Lua - Minha sista representando no Tribal Fest! Lindona com uma música do Cirque du Soleil. Ela me prometeu escrever sobre o festival, assim que aquela danada me mandar coloco aqui!



Caro Dumanni - Outra sista latina, ela é da Costa Rica e sinceramente, arrasou!



Ela Rogers - Essa já é figurinha carimbada no youtube, mas acho que foi a primeira apresentação dela no Tribal Fest, também detonou!



Zoe e Elizabeth Strong no after party- Esse eu tenho certeza que foi lindo ao vivo, no youtube e com essa imagem ficou meio :P Mas elas fizeram um negócio bem diferente então achei válido colocar aqui!



Zoe - Músicão árabe e derbak, bem diferente do que costuma fazer também. Mesmo caso do de cima, ao vivo deve ter sido ótemo mas com essa imagem fica meio :P Aí vai!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Dica de expert

Essa é uma dica que faz um efeito legal dependendo do make que você quiser fazer...É um recurso pra afinar o rosto, ou ressaltar as "melhores" partes e esconder as "piores", por assim dizer. Ela dá a dica para vários formatos de rosto. Eu gosto de usar essa técnica de vez em quando, dependendo do meu humor! rs
Já falei dela mas vou falar de novo, esse é um dos meus canais de tutorial de maquiagem preferidos do youtube, é uma menina irlandesa com um sotaque magnífico e o nome do canal é "LetzMakeup", váaarios tuts legais por lá!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Problemas com delineador?

Essa dica aprendi semana passada e preciso muito dividir, funcionou como mágica pra mim! Já faz uns bons anos que tento fazer o "puxadinho" do delineador ficar igual em ambos olhos sem sucesso... Tudo bem que não treinei com tanto afinco, mas sempre achei que devia ter algum truque para acertar. Então, comecei a assistir vários tutoriais de delineado no youtube pra ver se algum deles mostrava algum macete até que...tcharam! Achei, fui experientar no dia seguinte e...tcharam! Deu certo! Pior é que é tão óbvio que tenho até vergonha de não ter pensado nisso antes :P Mas, aí vai, dois vídeos ensinando a mesma técnica, uma no papel e uma nos olhos. Saber inglês ajuda, mas acho que dá pra entender qual o truque só com a imagem. Se tiver problemas pra entender pode perguntar!



segunda-feira, 3 de maio de 2010

Para as youtuberas!

Uso este programinha há alguns meses e funciona que é uma beleza! Ele serve para baixar os vídeos do youtube para o seu computador e baixa inclusive em alta resolução. Tenho certeza que tem mais centenas de programinhas grátis que fazem isso, mas esse eu uso direto e não tive problemas. Você pode escolher o formato em que quer salvar o vídeo, tem até pra mp4 pra quem quer passar pro Ipod, celular e etc. Quando for baixar, baixe a versão mais recente, a antiga ficou ultrapassada e não estava mais funcionando pra mim. Vai o link a seguir. Enjoy!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Postura do Estilo Tribal


Texto sobre um dos aspectos mais importantes do tribal, escrito por quem mais entende do assunto, afinal foi ela que "inventou" tudo isso: Carolena Nericcio. Traduzi o texto do livro/revista do FatChanceBellyDance "Tribal Talk - the voice of FatChanceBellyDance". Podem usá-lo à vontade, mas peço por favor que dêem créditos! Tanto a quem escreveu, logicamente, como a quem traduziu. Afinal, traduzir Carolena Nericcio não é tarefa das mais gratas! Ela tem um jeito muito simples e objetivo de descrever coisas complicadas, espero ter conseguido reproduzir essa habilidade em algum nível nessa tradução! Enfim, informação preciosa direto da fonte!!!:D


"Postura - por Carolena Nericcio (tradução Mariana Quadros)"

Fui questionada diversas vezes ao longo dos anos sobre a postura usada em nosso estilo, interpretada por muitos como uma hiperextensão da coluna. É provável que esse erro comum seja cometido ou por quem nos assiste apenas nos shows ou por quem assiste às aulas, mas não é capaz de identificar os realinhamentos posturais e músculos envolvidos na nossa postura de dança. É fato que uma coluna arqueada, ou hiperextensão da coluna lombar, não só limitaria o controle dos músculos abdominais (eles ficariam rígidos) como causaria dor e possivelmente lesão na lombar.

Quando vamos dançar, transformamos a postura do dia-a-dia em uma postura que nos permita mais liberdade de movimento e uma silhueta esteticamente agradável. Na postura diária a coluna é feita para sustentar o tronco sem sobrecarregar o sistema muscular. As curvas naturais ao longo da coluna são um sistema de apoio genial, e são posicionadas para facilitar o equilíbrio da cabeça, dos ombros e das costelas. Nessa postura comum o topo da pélvis gira para frente, e a parte de baixo gira para trás, proporcionando uma condição em que o cóccix é usado como um “leme” para a movimentação do tronco. Na postura de dança, a parte de cima da pélvis gira para trás e a parte de baixo para frente, posicionando o peso nos calcanhares, atrás do centro natural do corpo. Essa mudança de peso serve pra liberar o cóccix e permitir que a pélvis fique “pendurada”, propiciando maior mobilidade. Porém, nessa nova postura as costelas ficam muito à frente do centro. Girando os ombros para trás e erguendo as costelas, redesenhamos temporariamente as curvas da coluna para equilibrar o corpo sem sobrecarregar os músculos necessários para a dança.

O que alguns interpretam como “coluna arqueada” (o que incluiria a hiperextensão do cóccix) é na verdade uma pélvis neutra com as costelas erguidas, criando um novo espaço para movimentação logo abaixo do diafragma. É um ponto estável, da mesma maneira que a postura diária.

As costelas não se erguem por nenhuma contração abdominal ativa, e sim pela contração de uma série de músculos nas costas, ao longo da coluna. Algumas pessoas acham essa postura desconfortável e difícil de manter no começo. No entanto, com tempo e esforço consciente, essa postura começa a parecer natural, até mesmo essencial para os movimentos da dança. Você não se inclina para trás, apenas muda o peso para trás do centro natural do corpo.

Esteticamente, a costela erguida e a coluna neutra combinam com os movimentos e atitude poderosa da dança tribal. Qualquer um entende a linguagem corporal confiante de um peito erguido; enquanto um peito afundado demonstra derrota e baixa auto-estima. Um peito erguido demais é sinal de insegurança camuflada por uma postura exagerada. Você deve parecer confortável na postura de dança, não na defensiva. Isso não quer dizer que o tronco neutro usado em estilos mais tradicionais de dança do ventre seja errado. Trata-se puramente de uma escolha da bailarina para se encaixar com os movimentos e atitude do estilo representado.

Tente esse exercício: fique em pé e aproxime os pés, talvez com os calcanhares se tocando e os dedos virados para fora apenas o suficiente para proporcionar equilíbrio (não com os dedos para fora como no balé). Aponte o dedo da mão para seu umbigo e empurre a cintura para trás, ao mesmo tempo em que libera o cóccix em vez de levantá-lo em hiperextensão. Agora, sinta como as costelas estão desconfortáveis, penduradas à frente do antigo centro. Para mudar isso, gire os ombros para trás espalhando as escápulas e erga as costelas contraindo o meio das costas. Isso deve lhe dar a sensação de que a coluna voltou a ser o principal suporte do tronco, proporcionando uma postura estável que lhe permitirá a movimentação para qualquer direção necessária. Experimente diferentes níveis de levantamento das costelas, já que todos são diferentes nesse sentido. Não erga demais as costelas, isso causará redução da mobilidade. Guarde o levantamento máximo das costelas para ênfase em movimentos da dança, como a ondulação ou rotação das costelas."

Foto tirada do flickr do FCBD: http://www.flickr.com/photos/29544674@N04

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Resistência e Falta de Confiança em Si

O trecho a seguir é de um livro chamado "A Guerra da Arte", de Steven Pressfield. É um livro curtinho e fácil de ler, mas seu conteúdo é super inspirador. Recomendo para qualquer um que crie ou tenha vontade de criar qualquer coisa nessa vida! Ele não está mais sendo editado, mas é fácil de encontrar nos sebos por algo em torno de R$15,00 (foi onde encontrei o meu!). Espero que esse trecho inspire alguém do jeito que inspira a mim!:)

"A falta de confiança em si mesmo pode ser uma aliada. Ela serve como indicador de aspiração. Reflete amor, amor por algo que sonhamos fazer, e desejo de realizá-lo. Se você flagar-se perguntando a si próprio (e a seus amigos) 'Serei realmente um escritor? Serei realmente um artista?', é bem provável que você seja.

O falso inovador é extremamente autoconfiante. O verdadeiro morre de medo."

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A título de exemplo

Fechando o ciclo das postagens anteriores em que falei sobre intenção na dança, presença de palco e coisas do tipo, resolvi colocar um vídeo que para mim é um exemplo conciso dessas questões. O vídeo é da Samantha Emanuel (antes de casar o sobrenome dela era Hasthorpe), a única integrante britânica do Bellydance Superstars. Sua jornada no tribal começou em 2005 quando, sem nenhuma experiência prévia em dança, foi encorajada por Rachel Brice a ir para os EUA estudar o estilo. Morou lá durante três anos e em 2007 tornou-se a primeira integrante britânica do Bellydance Superstars. Suas inspirações vão desde fotos antigas da Era Vitoriana a personagens de quadrinhos modernos; seu estilo é elegante e clássico, com forte presença e postura. Lembro-me de vê-la dançar pela primeira vez no Tribal Fest 2006, sem imaginar que seria a estrela que é hoje na dança. Naquela época já era uma boa bailarina, mas seu estilo ainda era bem carregado de referências da Rachel, e não chegava a se destacar na multidão. Agora, em 2010, considero-a um exemplo de presença de palco, personalidade e expressão no tribal fusion. A maioria de suas apresentações são cheias de feeling, suas escolhas musicais obviamente refletem seu gosto e estilo próprios e nem por um minuto parece que ela não está se divertindo enquanto dança. Sua dança evoluiu uns dez anos em quatro. Esse vídeo é dos mais recentes e definitivamente reflete seu melhor.



Informações tiradas do site http://www.vagabondprincess.com/
Para assistir grandão no youtube é só clicar duas vezes no vídeo!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Shabby Blogs

Depois de mudar o layout do blog três vezes em menos de dois meses, me sinto na obrigação de divulgar esse site, ou melhor, esse blog. O nome é Shabby Blogs e ele oferece layouts gratuitos para blogs, um mais fofo que o outro! Fica realmente difícil escolher! Meu conselho é, se escolher um não entre mais no site, senão vai querer trocar. Pessoa super indecisa como eu não pode com essas coisas não! Mas agora acho que sosseguei com esse:) Enfim, aí vai o link! Enjoy!!!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

É, é bem legal... Mas o que quer dizer mesmo?

Ultimamente tenho pensado bastante sobre questões como presença de palco, intenção na dança e assuntos desse tipo. Conseqüentemente (é, eu gosto de trema e vou continuar usando enquanto puder!) tenho sentido que um dos aspectos mais bacanas do tribal fusion tem se tornado justamente o que o faz ser mal interpretado e até mal visto em alguns casos.

O fato é que em comparação a outros gêneros de dança, temos uma grande liberdade em relação à escolha de músicas, trajes e repertório de movimentos. E sinto que isso tem virado sinônimo, em muitos casos, de ausência de significado. Para performances, são escolhidas as músicas mais improváveis e figurinos mais doidos ainda. Mas... O que quer dizer aquilo mesmo? Se é conceitual, qual o conceito por trás? Muitas vezes não fica claro para o público, e o que realmente me questiono é: Será que existe algum conceito ou intenção por trás daquilo? Ou é tudo só uma colcha de retalhos feita sob medida para impressionar e demonstrar da melhor maneira possível as habilidades (ou falta de, em alguns casos) da performer?

Se dança é arte, antes de qualquer técnica, a dança tem que ter verdade. Tem que ter coração. Escolher uma música só porque os outros usam ou um traje só porque é igual ao de alguma famosa, não é verdadeiro. Essas escolhas realmente refletem uma faceta da dançarina ou só foram feitas porque ela acredita que é assim que fica bacana para os outros?

Agora, porque não aproveitar essa liberdade para incluir um pouquinho de si na dança, nas escolhas musicais e de movimentos e nos trajes? Tenha em mente o que quer expressar. Não deixe que o anseio por fazer rápido e bem feito te transforme em um prato raso de significado. Permeie suas escolhas com o que faz sentido para você, mesmo que esse sentido não seja claro ou literal para os outros. Faça com que suas escolhas sejam pessoais. Uma das maiores inspirações que tenho nessa dança, uma vez me disse: “Não importa se você usa ou faz o que todo mundo está usando ou fazendo, contanto que aquilo faça sentido para você”. Talvez seja justamente isso que falta!